Anúncio de greve na Nigéria faz o petróleo subir 2%

Depois de três quedas consecutivas, a cotação do petróleo subiu ontem. O barril do tipo leve (WTI) para entrega em julho encerrou o dia com alta de 2%, valendo US$ 136,68. Em Londres, o barril do tipo Brent para agosto fechou com alta de 2,03%, para US$ 136,44. O produto operou em queda durante boa parte do dia, mas a possibilidade de greve em uma unidade da Chevron na Nigéria fez o preço virar. As negociações para que a greve não ocorra devem prosseguir amanhã. No mês passado, a Nigéria produziu 1,9 milhão de barris de petróleo, o equivalente a 2,2% do fornecimento mundial, de acordo com a Agência Internacional de Energia (AIE). Sabotagens e protestos levaram o país a suspender a produção de mais de 500 mil barris diários, o que contribuiu para a alta da commodity. A Nigéria é fonte de um tipo de petróleo apreciado pelas refinarias dos EUA pela facilidade de conversão em produtos refinados, como a gasolina. "Essa questão da greve na Nigéria é grande porque esse é o petróleo que queremos", afirmou Tony Rosado, corretor da Global Markets. "Sempre que o petróleo leve nigeriano está em foco, os preços se movem."

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