Anúncio de pagamento ao FMI mexe com o mercado

Com o anúncio de que o País quitará sua dívida junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI), as cotações dos títulos da dívida brasileira negociados no exterior subiram. A liquidez (volume de negócios), no entanto, continuou baixa. Pouco antes do anúncio do Ministério da Fazenda, o Global40 oscilava ao redor de 125,50 centavos por dólar, pulando para 125,65 centavos por dólar em seguida, avançando até 125,75 cents. O risco Brasil - taxa que mede a desconfiança dos investidores em relação à capacidade de pagamento da dívida do País - recuava para 313 pontos base.A notícia mexeu com o mercado financeiro interno também. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), os contratos futuros com juros pós-fixados (DI) e vencimento em janeiro de 2008 recuou à mínima do dia, com taxa de 16,13% (ante 16,18% ao ano ontem). Já o contrato com vencimento em janeiro de 2007, que costuma ser o mais líquido, tinha taxa de 16,51%, ante 16,56% ao ano de ontem. No curto prazo, no entanto, os juros futuros seguem amarrados à expectativa pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que reavalia amanhã a taxa de juros, Selic, atualmente em 18,5% ao ano. Na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), o anúncio da quitação da dívida brasileira com o FMI teve efeito limitado. O Ibovespa, que já vinha subindo em torno de 0,30%, chegou a atingir a máxima do dia logo após o anúncio, com 33.167 pontos (+0,59%). No mercado de câmbio, a tendência é de alta das cotações, já que as compras de moeda norte-americana por parte do BC devem continuar para a recomposição das reservas que serão usadas para o pagamento ao FMI.

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