Anúncio do programa do carro elétrico é cancelado

Solenidade que lançaria o programa é cancelada em cima da hora. Presidente Lula teria pedido para ver o projeto

Renata Veríssimo, O Estado de S.Paulo

26 de maio de 2010 | 00h00

BRASÍLIA

A solenidade que deveria servir para o lançamento do programa de incentivo à produção do carro elétrico se transformou ontem em um constrangimento para o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Cinco minutos antes do início previsto para o evento, a assessoria do ministro teve de avisar a um auditório lotado de empresários e jornalistas que o anúncio estava cancelado. O motivo oficial é que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu mais tempo para poder conhecer a proposta.

O ministro Guido Mantega passou a manhã de ontem reunido com o presidente. Ao chegar ao ministério da Fazenda, avisou aos jornalistas que daria uma entrevista "dentro de instantes". No horário marcado, no entanto, a plateia ouviu com surpresa que a solenidade estava cancelada. Os empresários foram levados ao gabinete de Mantega para receberem as explicações do ministro.

Aprofundamento. O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Cledorvino Belini, disse que o setor entende "perfeitamente que esta é uma realidade que precisa ser aprofundada". "Vamos fazer uma política para os próximos 50 anos, que faz parte de uma política energética para os veículos do Brasil. Tem muita coisa para trabalhar nesse sentido. Os estudos continuam", completou. Segundo Belini, dias ou semanas não irão frustrar as expectativas do setor sobre a produção do carro elétrico no País.

A situação, no entanto, criou um clima de constrangimento entre os empresários. Eles evitaram dar entrevistas. Para alguns empresários, o anúncio foi adiado porque as propostas ainda estão muito incipientes.

Segundo o ministério da Fazenda, um conjunto de sugestões sobre a criação do regime automotivo do carro elétrico será divulgado.

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