Anúncio dos EUA faz mercado recuperar-se

As declarações do presidente do banco central norte-americano (Fed), Alan Greenspan, sinalizando a possibilidade de a taxa de juros dos EUA abandonar a tendência de alta, fez que com as Bolsas tanto de Nova York, como a Nasdaq, apresentassem sinais de recuperação diante de perdas recentes. A Bovespa seguiu essa tendência e agora está na máxima, com alta de 3,71%. Outros fatores também continuam influenciando os negócios no mercado financeiro brasileiro. A crise na Argentina, o ritmo de desaceleração da economia norte-americana, a instabilidade na Turquia e a evolução dos preços do barril de petróleo no mercado internacional deixam os investidores em clima de cautela. A declaração do presidente do banco central norte-americano garantiu um fôlego ao mercado, porém, como não há uma definição quanto a essas outras questões internacionais, o risco de forte oscilações continua.Câmbio, juros e bolsas internacionaisO mercado de câmbio também foi afetado pelas notícias. O real voltou a ganhar terreno diante do dólar nesta manhã, recuperando-se das perdas dos últimos dias. Há pouco, o dólar era cotado a R$ 1,959, queda de 1,01% em relação do fechamento de ontem. Embora ainda permaneçam dúvidas quanto à desaceleração da economia americana, o desempenho positivo das bolsas em Nova York ajuda a diminuir a demanda por proteção cambial no mercado brasileiro.No início da tarde, os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagam juros de 17,990% ao ano, frente a 18,230 % ao ano registrados ontem. Mais um indicador positivo.No mercado norte-americano, o Dow Jones - Índice que mede as ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - opera em alta de 2,93%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - registra alta de 8,28%, puxadas pela declaração do presidente do Fed. Merrill LynchOutra boa notícia para o Brasil hoje veio da Merrill Lynch, que, segundo relata o correspondente Fábio Alves, de Nova York, aumentou sua exposição ao Brasil, de 15% para 20%, no seu portifólio de alocação em América Latina. O banco, segundo o seu estrategista sênior para America Latina, Fernando Prata, continua otimista em relação a toda a região para 2001.Os analistas da Merrill Lynch estão prevendo que o Fed irá mudar o viés da taxa de juros de alta para neutro, nos próximos dois meses, e começará a reduzi-las por volta de março de 2001. Segundo o relatório, isso será um importante catalisador para os mercados latino-americanos. Uma política monetária mais frouxa do Fed, observa o relatório da Merrill Lynch, deverá melhorar a apertada situação atual de liquidez e poderá sugerir uma recuperação global da economia em 2002. Os países com as maiores dificuldades de financiamento no mercado internacional, como Argentina e Brasil, deverão ser os que mais se beneficiarão com esse cenário.S&P revisa rating da TurquiaA agência classificadora de riscos Standard & Poor´s revisou a perspectiva dos ratings, ou seja, a classificação da Turquia de "positivo" para "estável". Ao mesmo tempo, a S&P confirmou a nota "B+" para os papéis e títulos não garantidos em moeda local e estrangeira de longo prazo e a nota "B" para os créditos de curto prazo em moeda estrangeira e local.

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