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Anvisa interdita fábrica de válvulas cardíacas

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), determinou ontem em Brasília a interdição da fabricante de produtos médicos Tri Technologies. A medida foi tomada depois de vir à tona uma investigação feita pelo Ministério Público italiano sobre a qualidade dos produtos da empresa. Válvulas cardíacas exportadas e usadas nos Hospitais de Pádua e Turim apresentaram, segundo a apuração, problemas de funcionamento em 125 pacientes. Doze deles morreram.Além da interdição, a Anvisa determinou que a empresa declare quais hospitais brasileiros usaram seus produtos. O objetivo é fazer um rastreamento dos pacientes, para ver qual é o estado de saúde em que eles se encontram atualmente.Instalada na cidade de Nova Lima, em Minas, a empresa funciona no mesmo terreno de outra empresa de produtos médicos, a Labcor - esta com permissão para produção e venda de válvulas cardíacas. A Tri Technologies também havia recebido um registro, mas que não permitia a venda ou fabricação de nenhum produto. Uma das suspeitas é de que a Labcor tenha transferido a tecnologia de produção de válvulas sintéticas para a Tri Technologies. A Labcor também foi interditada. De acordo com o diretor da Anvisa Cláudio Maierovitch Pessanha Henriques, a matéria-prima usada pela empresa não era registrada na agência.Henriques afirma que a Anvisa somente soube das suspeitas contra as empresas brasileiras depois de uma reportagem publicada por uma agência de notícias internacional. "Pedimos informações para o governo italiano. Mas ainda não recebemos a resposta", disse.O diretor, porém, não estranha que prováveis problemas registrados no País não tenham sido comunicados à Anvisa. "Esta seria a medida certa, mas muitos profissionais não cultivaram ainda o hábito de denunciar possíveis problemas", disse.

Agencia Estado,

27 de novembro de 2002 | 12h00

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