Anvisa suspende palmito com desvio de qualidade

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou ontem a apreensão do lote nº 02875 do palmito de açaí em conserva da marca Guajara, fabricado pela Hamex Indústria e Comércio Alimentício, localizada em Belém (PA). Segundo a Anvisa, o resultado da amostra analisada constatou que o ph do líquido da conserva estava em 4,68, abaixo do limite ideal, ou seja, incapaz de inibir o desenvolvimento da bactéria causadora do botulismo, a Clostridium botulinum. A Anvisa recebeu a denúncia da Vigilância Sanitária do Rio de Janeiro, que recolheu várias marcas de palmito no mercado e enviou para análise no laboratório Noel Nutels. A atividade faz parte do Programa Nacional de Monitoramento de Alimentos, coordenado pela Anvisa, que tem como objetivo fiscalizar regularmente a qualidade dos alimentos vendidos nos supermercados.Próteses suspensasA Agência também determinou a suspensão da fabricação e da comercialização de todos os produtos da Micrometal Indústria e Comércio Ltda, de Piraju (SP). De acordo com a Anvisa, a empresa fabricava próteses ortopédicas sem registro e não tinha autorização de funcionamento.Um produto sem registro indica que ele não passou pela fiscalização da Anvisa e pela análise da documentação que comprova a sua qualidade, por isso ele não deve ser utilizado. A Agência informou que uma empresa sem inspeção, não há como garantir que a empresa segue as normas sanitárias que especificam regras de higiene, limpeza, treinamento de técnicos especializados e uso de material adequado, entre outros. As empresas terão que providenciar a retirada dos produtos do mercado imediatamente, alerta a Agência. As vigilâncias sanitárias estaduais e municipais estão atentas ao cumprimento da determinação e punirão os estabelecimentos que venderem ou utilizarem as próteses ou o referido lote de palmito. A Lei nº 6.437/77 prevê punições que vão de notificação a multas de R$ 2 mil a R$ 1,5 milhão.

Agencia Estado,

06 de setembro de 2002 | 10h29

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