Anvisa suspende suplementos da Vitabrasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).determinou hoje a apreensão de oito suplementos nutricionais comercializados sem registro da empresa Vitabrasil Comércio e Distribuição de Vitaminas Ltda, localizada em Recife (PE). Segundo a Agência, devem ser recolhidos do mercado os produtos: Xenadrine RFA-1, DHE-25-XTRA, Melatonin, G/C 1000, Diet Fuel 90 e 60 cápsulas, Ripped Fuel 120 e 60 cápsulas.De acordo com a Agência, os suplementos contêm hormônios e substâncias medicamentosas de controle especial, como efedrina e sinefrina, proibidas em suplementos vitamínicos no país. Pela legislação brasileira, segundo a Anvisa, somente é permitida a venda de suplementos vitamínicos e minerais com o objetivo de nutrir, ou seja, como complementação da dieta alimentar. No caso do Xenadrine, Diet Fuel, Ripped Fuel, a empresa promete aceleração do metabolismo, definição muscular e emagrecimento, alerta a Anvisa. Já o G/C 1000 é indicado para cura da artrite e artrose, e o Melatonin contra a insônia. Os suplementos são vendidos como produtos naturais (à base de plantas) sem efeitos colaterais e sem contra-indicações, alerta a Agência. A irregularidade foi denunciada, segundo a Anvisa, pela vigilância sanitária de Pernambuco que, em inspeção na Vitabrasil, encontrou os produtos em desacordo com a legislação vigente. A empresa tem a responsabilidade de retirar do mercado os referidos suplementos e as vigilâncias sanitárias locais devem fiscalizar o cumprimento da medida, segundo a Anvisa. Pontos de venda que não respeitarem a determinação poderão sofrer penas desde notificação a multas que variam de R$ 2 mil a R$ 1,5 milhão, de acordo com a Lei nº 6.437/77.Propanolol sofre interdição cautelarOutra determinação da Anvisa foi a interdição cautelar dos lotes 0600, 0400 e 0500 do antihipertensivo Propanolol 40 mg, fabricado pelo laboratório Sedabel Ltda, do município de Duque de Caxias (RJ). Segundo a Agência, análise do Laboratório Noel Nutels constatou problemas na cor e aspecto do comprimido do medicamento que deveria estar originalmente menos escuro. A interdição é válida por 90 dias, período em que a empresa tem direito a uma contraprova do laudo oficial.

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