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Ao contrário de Lula, líderes do Mercosul criticam bloco

Atraso na implementação das decisões, confusão de agendas, falta de mecanismos para combater as assimetrias entre os países e distribuição desigual dos benefícios foram as principais críticas levantadas pelos presidentes que participaram nesta sexta-feira da 27ª Reunião de Cúpula do bloco. "O Mercosul é nosso bloco regional, mas os benefícios não podem ter uma só direção", disse o presidente da Argentina, Néstor Kirchner.O chileno Ricardo Lagos disse que as regras do Mercosul precisam ser revistas, pois há mais membros associados do que membros plenos no bloco. Lagos disse que o Chile tem interesse em ser membro pleno do Mercosul. Já o presidente da Bolívia, Carlos Mesa, observou que os sul-americanos estão se perdendo em meio a tantas tentativas de integração: um Mercosul que aceita novos membros associados, ao mesmo tempo em que se associa à Comunidade Andina de Nações (CAN) e cria a Comunidade Sul-Americana de Nações."Isso gera pergunta sobre por que esse processo (o de adesão de novos membros ao Mercosul), se estamos trabalhando num projeto de integração continental (a Comunidade Sul-Americana de Nações)", disse. "Temos de ser breves eliminando o que seria uma confusão de papéis, repetição de objetivos e duplicidade de esforços", alertou.Eduardo Duhalde, ex-presidente da Argentina e presidente da Comissão de Representantes Permanentes do Mercosul, disse que, de todas as medidas já aprovadas pelo Mercosul, apenas 30% foram aprovadas pelos Legislativos. "Temos de trabalhar mais", disse.O presidente do Peru, Alejandro Toledo, defendeu mais agilidade na implementação dos projetos de integração física na região. Ele queixou-se que tantas reuniões presidenciais até o momento não trouxeram resultados para a população. "É um encontro importante, mas nossos povos esperam uma ação concreta", afirmou.Ele propôs a criação de um fundo de emergência social, que atenderia aos países da região e funcionaria com uma estrutura enxuta. "Não precisamos de mais burocracia", disse. Seu colega da Venezuela, Hugo Chávez, discordou desse último ponto. No mais longo discurso da reunião, em que leu até trechos da constituição de seu país, ele defendeu que a Comunidade Sul-Americana de Nações tenha um "nome forte". Sugeriu, de brincadeira, "Comunisna". Depois, propôs "Unisur".

Agencia Estado,

17 de dezembro de 2004 | 20h55

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