Ao contrário do Brasil, empresas dos EUA tiveram bom resultado no 2º tri

Nos EUA, apenas 12 das 30 empresas do índice Dow Jones tiveram queda no lucro ou prejuízo

Danielle Chaves, da Agência Estado,

23 de agosto de 2012 | 16h07

SÃO PAULO - Ao contrário do desempenho muito fraco das empresas brasileiras no segundo trimestre deste ano, a maioria das companhias norte-americanas apresentou resultados melhores do que os do mesmo período do ano passado. Terminada a temporada de balanços do segundo trimestre nos Estados Unidos, das 30 empresas do índice Dow Jones apenas 12 - ou 40% - tiveram queda no lucro ou prejuízo em comparação com o segundo trimestre do ano passado. 

O último balanço divulgado entre as empresas do índice foi o da fabricante de computadores Hewlett-Packard, que informou ontem um prejuízo líquido de US$ 8,86 bilhões no terceiro trimestre fiscal, encerrado em 31 de julho. Agora a temporada de balanços do segundo trimestre nos EUA praticamente chegou ao fim.

Já no Brasil, 63% das 61 companhias integrantes do Ibovespa informaram queda no lucro ou prejuízo no segundo trimestre. Até mesmo na Europa, onde a crise de dívida soberana vem prejudicando fortemente os resultados corporativos, o segundo trimestre foi, no geral, melhor do que no Brasil. Segundo um levantamento da Thomson Reuters, 48% das empresas listadas no índice Stoxx 600 revelaram resultados abaixo das estimativas.

Petróleo

O setor de petróleo é um exemplo claro da diferença de cenário nos EUA e no Brasil. Enquanto a Petrobras teve seu primeiro prejuízo em mais de dez anos, de R$ 1,3 bilhão, as três maiores petroleiras norte-americanas tiveram lucro. Embora Chevron e ConocoPhillips tenham registrado queda nos ganhos, o lucro líquido da ExxonMobil disparou 49% em relação ao segundo trimestre do ano passado.

Bancos

Entre os bancos, os norte-americanos Bank of America e JPMorgan anunciaram lucro líquido acima da previsão dos analistas, enquanto no Brasil o lucro do Itaú Unibanco ficou abaixo do esperado, o do Bradesco veio em linha com as estimativas e o do Banco do Brasil surpreendeu positivamente.

Câmbio

Na comparação entre o desempenho das empresas do Brasil com as estrangeiras, é preciso levar em conta o efeito do câmbio, uma vez que a valorização do dólar ante o real entre abril e junho contribuiu para prejudicar os balanços das empresas brasileiras, ao passo que as norte-americanas não precisam se preocupar com essa conversão da moeda. Porém, outros dois fatores apontados como razão para o trimestre fraco no Brasil são sinal de alerta para as perspectivas futuras. Um deles é o desempenho econômico, que no Brasil tem sido mais fraco do que nos EUA. Outro é a crise da zona do euro, que ainda parece bem longe do fim e tem sido mais bem absorvida pelo setor corporativo norte-americano do que pelas empresas brasileiras.

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