Ao menos seis grupos entregaram propostas para o leilão de rodovias

Envelopes com as propostas serão abertos na próxima quarta-feira; vencedor será quem apresentar a menor tarifa de pedágio

Wladimir D'Andrade, da Agência Estado,

13 de setembro de 2013 | 17h47

SÃO PAULO - A expectativa de uma acirrada disputa no leilão da próxima quarta-feira (18) pode ser vista hoje durante o período de entrega dos documentos dos proponentes. Ao menos seis grupos chegaram com pacotes de documentos na sede da BM&FBovespa, um deles inclusive contratou serviço de carro-forte para transportar os papéis. Os envelopes das propostas econômicas serão abertos na quarta-feira, no mesmo local, e o vencedor será aquele que ofertar a menor tarifa de pedágio.

Entre as empresas que vão participar do leilão estão Queiroz Galvão, CCR, EcoRodovias, Arteris e Triunfo Participações e Investimentos (TPI), informaram fontes do setor ao Broadcast. Abertamente, admitiu participação o Consórcio do Sertão, formado por Fidens Engenharia, Aterpa, Carioca Engenharia, Via Engenharia e Construtora Barbosa Mello. O gerente comercial de Novos Negócios da Fidens Engenharia, Nilton Chaves, disse que o consórcio vai tentar vencer apenas a concessão da BR-050. "A BR-262 não tem viabilidade econômica", justificou.

Um representante que esteve na BM&FBovespa hoje para a entrega do material e que não quis se identificar disse esperar 13 propostas no leilão de quarta-feira, número considerado plausível por alguns representantes de grupos rivais. Até o início da semana, 32 empresas haviam solicitado certidão negativa à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), um documento necessário para participar do leilão.

O trecho da rodovia federal 050 que será leiloado tem 436 quilômetros de extensão, desde o entroncamento com a BR-040, em Cristalina (GO), até a divisa de Minas Gerais e São Paulo, no município de Delta. A estrada já tem 218,1 quilômetros duplicados. O trecho da BR-262 tem 375,6 quilômetros do entroncamento com a BR-101 no município de Viana (ES) até a BR-381 em João Monlevade (MG), sendo que 180,5 quilômetros de duplicação estão a cargo do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

Os dois trechos são considerados por analistas de mercado como os mais interessantes dentre os nove que serão concedidos pelo governo federal à iniciativa privada por conta da perspectiva de forte tráfego e de menor exigência de investimentos (Capex). De acordo com o teto estipulado pelo governo, os usuários pagarão no máximo R$ 7,87 a cada 100 quilômetros de tarifa na BR-050 e R$ 11,26 na BR-262.

O último trecho leiloado pelo governo federal, a BR-101 no Espírito Santo, no início de 2012, apresentou deságio de mais de 45%.

Para a BR-050 e a 262, as obras de duplicação precisam estar prontas no prazo de cinco anos, com permissão para a concessionária cobrar tarifa só após a conclusão de, ao menos, 10%. A concessão tem prazo de 30 anos e a taxa interna de retorno (real) é de 7,2% ao ano.

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