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Aos 330 anos, pregão físico Lloyd's of London fecha pela primeira vez por covid-19

Decisão foi tomada para que testes de protocolo de emergência ligados ao novo coronavírus possam ser feitos no local

Célia Froufe, correspondente, O Estado de S. Paulo

12 de março de 2020 | 10h17

LONDRES - Um dos últimos bastiões de pregões físicos na City londrina, o Lloyd's of London Corporation fechará seu pregão presencial na próxima sexta-feira, 13, pela primeira vez em seus 330 anos de história. A decisão foi tomada para que sejam feitos testes de protocolo de emergência ligados ao novo coronavírus, que ontem foi classificada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como uma pandemia.

"As coisas mudaram muito significativamente na semana passada", disse hoje o presidente-executivo da empresa, John Neal. Ele comentou que não sabe como o mercado lidará com as restrições às reuniões, onde corretores e seguradoras fecham negócios pessoalmente. O local pode ser acessado por 50 mil profissionais do mercado e os contratos fechados no Lloyd's of London são dos mais variados ativos, passando por obras de arte e navios.

Com o fechamento por um dia, as tratativas poderão ser feitas em outros lugares acordados entre as partes ou mesmo por meio eletrônico, que é o que vem sendo estimulado pela Casa. Com as portas fechadas amanhã, a administração do local aproveitará para fazer uma "limpeza profunda" em seus quatro andares.

O incentivo aos negócios virtuais é uma surpresa porque vai exatamente ao encontro da defesa que o Lloyd's of London sempre deu às discussões presenciais sobre preços, resistindo contra uma pressão cada vez mais forte do avanço do mercado. O pregão físico na City londrina fica a menos de um quilômetro de distância do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) e é parte do cenário financeiro tradicional da era de ouro britânica. Neal disse que não houve casos confirmados de coronavírus no estabelecimento e que também não foi informado sobre nenhum caso em empresas que são membros fora corporação.

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