Aos 35 anos, Zona Franca de Manaus ainda seduz

Ao completar 35 anos de existência hoje, a Zona Franca de Manaus se consolida com resultados e investimentos, apesar das críticas ao modelo e da história permeada por irregularidades. Com faturamento total de US$ 9 bilhões em 2001 referente a cerca de 400 empresas instaladas na região, foram aprovados no ano passado investimentos de mais US$ 4,5 bilhões, quase o dobro dos US$ 2,5 bilhões de 2000, o que assegura a atração de novos empreendimentos. Além disso, as empresas estão empenhadas em reduzir a dependência de outras regiões. A Gradiente, por exemplo, montou um laboratório de pesquisa de novos componentes em Manaus e começa a importar cientistas para a região encravada no meio da selva Amazônica. A Nokia, por sua vez, estuda a fundação de uma escola para especialização de mão-de-obra local.Na próxima reunião do Conselho Deliberativo da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), na segunda-feira (dia 4), serão avaliados 89 novos projetos de US$ 350 milhões com expectativa de implantação em três anos ? 51 desses projetos são industriais e 38 agroindustriais. Na mesma reunião, os 20 conselheiros do conselho devem aprovar a suspensão dos incentivos de três empresas acusadas de contrabando pela Polícia Federal.Empresários defensores da manutenção de incentivos na região argumentam, em coro, que o contrabando de produtos ? que deveriam ser produzidos na própria região ? é um ?fato isolado? e descartam as críticas de que parte das empresas da região não passa de maquiadoras no mais exato modelo mexicano. Ao longo do ano passado, as empresas instaladas na região compraram US$ 4,9 bilhões de insumos. Para o superintendente da Suframa, Ozias Rodrigues, todo sistema pode apresentar falhas, mas o modelo da Zona Franca estaria funcionando bem para a maioria.Para ler a reportagem completa, acesse o AE Setorial, o serviço da Agência Estado voltado para o segmento empresarial.

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