Aos 72 mil pontos, Bolsa registra 4º recorde da semana

Ações subiram com preço das commodities em alta e rumores sobre um novo grau de investimento

Claudia Violante, da Agência Estado,

16 de maio de 2008 | 17h46

A sexta-feira foi mais um dia de recordes na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), de fechamento, intraday (pontuação durante o dia) e também a conquista de um novo patamar, aos 72 mil pontos. Com o preço das commodities em alta e rumores sobre um novo grau de investimento pela agência de classificação de risco Fitch animaram os investidores.   Veja também:  As grandes quedas e altas da Bovespa   Na elite do mercado mundial  Dólar cai 0,85% e volta a patamar da crise cambial de 1999  Preço do petróleo bate recorde e já sobe quase 32% no ano     Assim, a Bolsa paulista encerrou a sessão em alta de 1,78%, em 72.766,9 pontos, na máxima do dia. Foi o oitavo recorde de 2008 e o quarto só nesta semana, substituindo o de ontem - 71.492,4 pontos, de fechamento e intraday. Na mínima do dia, atingiu 71.496 pontos (+0,01%). Com o resultado de hoje, a Bolsa acumula ganhos de 4,48% na semana, 7,22% no mês, e 13,90% no ano. O volume financeiro totalizou R$ 6,869 bilhões (preliminar).     As bolsas de Nova York também deram oxigênio ao mercado doméstico, mas apenas no início e no final dos negócios. As ações em Nova York subiram pela manhã na esteira do número de novas construções iniciadas em abril. O índice subiu 8,2%, na maior elevação desde janeiro de 2006. Como as projeções eram de queda do indicador, houve corrida às compras, interrompida pelo índice preliminar de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan. Tal dado caiu de 62,6 em abril para 59,5 em maio, o menor nível desde junho de 1980, e derrubou também os índices. No final do dia, no entanto, as quedas foram sendo devolvidas e o S&P até conseguiu subir, 0,13%. O Dow Jones fechou em baixa de 0,05% e o Nasdaq, de 0,19%.   O petróleo também foi um dado a pressionar o recuo das bolsas norte-americanas. O contrato para junho fechou com recorde de US$ 126,29, em alta de 1,75%, depois de ter batido o patamar inédito de US$ 127,82 durante o pregão. Uma das razões que explicam sua alta é a mesma válida para os metais: com o terremoto, a China deve consumir mais commodities para recuperar as zonas atingidas.   Commodities em elevação é bom sinal para a Bovespa, já que pode garantir alta às blue chips Petrobras e Vale. E foi o que aconteceu hoje. O setor siderúrgico também se manteve em destaque de ganhos, na esteira da demanda aquecida por aço e também pela perspectiva de aumento da produção e de repasse de preços.

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