Coluna

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Apagão: academias temem perder público

O racionamento de energia deve afastar o público das academias de ginástica. A conclusão é de um dos sócios da rede Competition, Pedro Avancini. Ele acredita que as medidas anunciadas pelo governo vão provocar grandes mudanças na economia e reduzir o poder aquisitivo da população, que conseqüentemente terá de cortar gastos. " O lazer é sempre o primeiro afetado, quando a ordem é diminuir o orçamento", argumenta. "Ainda não temos como estimar essa possível redução de público, mas ela é quase certa", completa Avancini.Outro temor é quanto aos apagões. "Mesmo com geradores, não teríamos como manter os equipamentos funcionando, pois a carga necessária é muito alta. No escuro, os alunos teriam de interromper as aulas e esperar pela volta da energia". O problema , segundo o empresário, é que a maior parte das pessoas não dispõe de tempo para esperar. "Elas acabariam desistindo de freqüentar a academia. Os maiores prejudicados seriam o bom humor e a boa forma", acredita.Apesar do descontentamento com a rigidez do programa anunciado pelo governo, Pedro Avancini garante que a rede Competition se preocupa com a escassez de energia há um bom tempo.Outra grande rede de academias de São Paulo, a Runner, também adotou medidas especiais para enfrentar a crise energética. As luzes da fachada foram desligadas e a parte interna mereceu uma espécie de mini-apagão: as salas só ficam acesas quando estão em funcionamento e as aulas só acontecem com a presença de pelo menos cinco alunos. Já a natação e a hidroginástica tiveram os horários reduzidos.

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