finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Apagão coloca em risco alimentos congelados

O problema da crise energética, que assola o País e afeta diretamente a economia, não se restringe apenas a ameaças de demissões e adoção de novos hábitos na tentativa de economizar energia. Outro fator merece destaque: os produtos congelados. As indústrias do setor terão que se adaptar para reduzir prejuízos e atingir as metas de economia impostas pelo governo. Além disso, em busca de comodidade, é comum que as famílias armazenem alimentos em seus freezers.Diante desse quadro, o descongelamento indevido pode gerar sérios danos aos alimentos. O alerta é da nutricionista do departamento de Saúde Pública de São Paulo, Mônica Inês Jorge. Ela aconselha que com os riscos de apagão, não é recomendável estocar grandes quantidades de alimentos. "Qualquer produto depois de descongelado não pode ser recongelado, ou seja, colocado novamente no freezer. Além do risco de perda do valor nutritivo, aumentam-se as chances de contaminação, devido ao aparecimento de microorganismos", esclarece.Ela informa que o processo de descongelamento adequado é aquele realizado em temperatura ambiente ou até mesmo mantido em refrigeração. A nutricionista diz que o ideal é consumir o alimento logo após o descongelamento. Se isso não for possível, recomenda-se guardar esse produto no refrigerador por no máximo 24 horas. Após esse período é difícil garantir a integridade do alimento em questão. A saída, segundo a nutricionista, em tempos de crise energética, é realmente manter em estoque apenas o necessário para o consumo diário.Perdigão e Sadia dão dicas ao consumidorA Perdigão, empresa que produz alimentos congelados e resfriados, também está atenta aos riscos do apagão. A assessora de imprensa, Luciana Ueda, diz que os departamentos de qualidade e conservação de alimentos possuem alguns critérios que são recomendados aos consumidores. Entre eles, destacam-se:- Ao adquirir produtos resfriados ou congelados, procurar transportá-los em bolsas térmicas, levando-os imediatamente à geladeira ou ao freezer, evitando assim que os mesmos tenham que ser refrigerados novamente. Este procedimento economiza energia e preserva a qualidade dos produtos;- Não superlotar a geladeira para que o ar circule com facilidade, mantendo assim, as boas condições de conservação, com gasto mínimo de energia;- Evite ao máximo abrir a porta da geladeira e do freezer, principalmente nos momentos de falta de energia elétrica;- No caso de falta de energia elétrica, os produtos congelados (pratos prontos, pizzas, hambúrgueres, entre outros) mantêm a qualidade inalterada por até 3 horas no freezer ou congelador, desde que no momento do corte de energia a temperatura do produto esteja de acordo com a instrução de conservação e a temperatura da área de refrigeração. Os resfriados (presuntos, mortadelas, salsichas, entre outros) conservam-se inalterados por até 2 horas, dentro das especificações acima.A Sadia, outra empresa do setor de congelados, também possui alguns critérios para evitar o perda de qualidade dos alimentos. Segundo informações da chefe do serviço de informações ao consumidor, Maria Fernanda Penna Junqueira, em casos de corte de energia com aviso prévio, a recomendação é agrupar todos os alimentos no freezer e evitar abrir a porta do equipamento, para que a perda de frio seja mínima. Se os alimentos forem descongelados devido à falta de energia sem aviso, o ideal é removê-los o quanto antes e consumi-los imediatamente, com exceção daqueles produtos que indicam em suas embalagens alguma forma de descongelamento específico. Maria Fernanda adverte que se não for consumido, "o produto descongelado deve ser descartado".

Agencia Estado,

26 de junho de 2001 | 11h37

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.