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Apagão: supermercados podem elevar preços

Os supermercados podem repassar seus prejuízos para os preços, na eventualidade de um apagão afetar mais do que 15% seu lucro médio. "Se o apagão tiver um custo, talvez uma parte possa ser absorvida porque a demanda está baixa", diz o presidente da Associação Paulista dos Supermercados (Apas), Omar Assaf. "Mas se ele for superior a 15% do lucro médio entramos numa zona perigosa, onde não dá para perder vendas".O setor, explicou, já começou a reduzir seus gastos com energia há cerca de 15 dias apagando luminosos externos de lojas e reduzindo, dentro do possível, a iluminação de áreas internas. Com esta economia ele acredita que será possível uma redução de no mínimo 10% no gasto com energia. Os custos da energia nos supermercados representam, em média, de 8% a 10% das despesas de uma loja.Se não for planejado, o racionamento, alerta Assaf, pode ser caótico para a maioria dos supermercados. "Se tivermos um apagão de horas seguidas, sem escalonamento de horário podemos ter problemas com deterioração de produtos, com abastecimento e aumento de preços por perda de mercadoria", diz.De acordo com o presidente da Apas, das 6 mil lojas existentes no Estado de São Paulo, aproximadamente 80 hipermercados poderiam contar com geradores. "Entre estes, a maioria só tem gerador emergencial para atender o mínimo de iluminação da loja, a parte administrativa e os caixas. "O restante, os refrigerados, que correspondem a 40% do total de mercadorias vendidas numa loja, não poderia ser atendido por um gerador de emergência", afirma.Assaf reclama de, até hoje, a Apas não ter sido chamada pelo governo para discutir o problema, mesmo respondendo por 41% do abastecimento nacional.

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