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Aparência é a novidade do iPhone 5C

O Link testou o modelo mais barato dos novos smartphones da Apple; lançamento no Brasil é esperado até o final do ano

Camilo Rocha, O Estado de S.Paulo

28 de outubro de 2013 | 02h12

Até novembro, os novos iPhones da Apple já terão sido lançados em cerca de 50 países. Com base no cronograma da empresa do ano passado, o Brasil deve receber as novidades em dezembro.

A coluna conseguiu emprestado para teste um iPhone 5C, comprado nos Estados Unidos.

De cara, para quem passou anos acostumado com os exteriores metalizados dos iPhones, é estranho pegar um aparelho da Apple com carcaça de plástico (poliuretano, para ser mais exato).

Não é o único fator de estranhamento. As cores berrantes também são novidade no mundo Apple, que sempre focou em um design moderno, mas sóbrio.

O plástico não chega a ser um problema e as cores até que são bem interessantes. Para a geração Candy Crush, imagino que serão um sério atrativo. E para quem não gosta, sempre será possível dar outra cara ao smartphone com uma capinha.

Superado o estranhamento, o que mais? Pouca coisa. Estamos diante de um iPhone 5, com algumas melhorias. As telas de ambos têm 4 polegadas, resolução de 326 pixels por polegada (ppi), armazenamento com opções de 16 e 32 gigabytes, processamento de 1,3 GHz e câmera (frontal com 1,2 megapixels e traseira com 8 megapixels).

A primeira dica, portanto, para quem está com muita vontade de comprar um iPhone novo é esperar a chegada dos novos modelos no País.

No site brasileiro da Apple, o iPhone 5 ainda está à venda pela módica quantia de R$ 2.299. Como o 5S e o 5C devem provavelmente chegar aqui em menos de dois meses, não valerá a pena comprar um aparelho que será substituído em breve (o iPhone 5 sairá de linha, como já aconteceu nos EUA) por uma versão superior e, provavelmente, mais barata (as previsões dão conta de que o preço do 5C no Brasil ficará entre R$ 1.700 e R$ 1.800).

Agora, vamos às diferenças. Embora poucas, são relevantes. Além dos já citados material de carcaça e opções de cores, o 5C é mais pesado que o 5 (132 gramas contra 112). Ele também terá, no Brasil, compatibilidade com a rede 4G, um recurso que se torna cada vez mais importante para muita gente. Mas, atenção: o modelo do 5C (e também do iPhone 5S) fabricado nos EUA não pegará o 4G brasileiro. O usuário que fizer questão desse recurso deve esperar o lançamento local.

O iPhone 5 era um telefone com muitas qualidades. O mesmo pode ser dito, portanto, do iPhone 5C. O desempenho de itens como câmera, velocidade de uso e luminosidade da tela deixarão qualquer usuário satisfeito.

Mas o possível preço no Brasil compensará? Na faixa entre R$ 1.400 e R$ 1.500, é possível comprar no País uma série de smartphones concorrentes com sistema operacional Android que têm processadores mais velozes e câmeras mais poderosas do que as do 5C (veja tabela comparativa abaixo).

É contra estes modelos que o aparelho compete, e não contra seu irmão mais sofisticado, o 5S (como sugeriram analistas que falaram em "canibalização").

Com tudo isso, o carisma das marcas iPhone e Apple serão postos à prova como nunca antes. Se o Android ao lado parece mais interessante e com um preço mais convidativo, por que não tentar?

Em contrapartida, a perspectiva de ter um iPhone novinho em folha por um preço ligeiramente mais acessível que os lançamentos da marca costumam ter aqui é, certamente, um fator que seduzirá muitos consumidores.

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