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E-Investidor: Itaúsa, Petrobras e Via Varejo são as ações queridinhas do brasileiro

Apesar da alta do juro, ganho não será fácil

Para especialistas, investidor deverá ter cautela nas aplicações atreladas à Selic, diante do cenário turbulento no mercado internacional 

Luiz Guilherme Gerbelli, de O Estado de S. Paulo,

17 de abril de 2013 | 22h26

O ciclo de alta da Selic - iniciado nesta quarta-feira - não significa a volta do ganho fácil com aplicações em juro. Até porque o aumento total estimado pelo mercado prevê a taxa básica entre 8,5% e 9% ao ano. Isso significa que o investidor ainda vai precisar de cautela diante do cenário internacional turbulento e de planejamento para ampliar os prazos dos investimentos em troca de boa rentabilidade. 

O primeiro trimestre de 2013 já trouxe um cenário desafiador para o brasileiro. Poucos ativos conseguiram superar a inflação oficial do País. Nos primeiros três meses, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve alta acumulada de 1,94% e, em 12 meses encerrados em março, de 6,59%.

Entre as opções para o investidor, pelo menos indicadas no médio prazo, estão os papéis atrelados ao índice de preços.

"Ativos indexados à inflação vieram para ficar tanto no portfólio tanto de pessoa física como em fundo de investimento. Para o médio prazo, são papéis interessantes para serem carregados por causa da taxa que têm hoje", afirma Damont Carvalho, gestor responsável por fundos macro da Claritas.

Segundo Carvalho, alguns setores da Bolsa de Valores também podem ser interessantes. Este ano, o Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) acumula queda de 13,24% no ano - em 12 meses, o recuo foi de 15,66%.

Esse movimento de aumento da taxa básica de juros já está embutido no preço da maioria dos ativos, analisa Beto Domenici, diretor de multi-assets e portfólios da Rio Bravo. "A gente enxerga isso como a primeira abertura de oportunidade", afirma. "A nossa visão ainda é de cautela, mas para o investidor ficar mais líquido possível. Devem aparecer ótimas coisas para se aplicar", diz. Entre algumas possibilidades de investimentos citadas por ele, estão os títulos indexados e os fundos imobiliários.

Poupança. A alta dos juros também vai aumentar a atratividade da nova poupança, cujo rendimento está atrelado a 70% da Selic. Com a taxa básica em 7,5% ao ano, a nova poupança vai ter um rendimento de 0,43% ao mês e de 5,25% ao ano, mais a variação da Taxa Referencial (TR). Ou seja, um investidor que aplicou R$ 10 mil teria um ganho de R$ 525 ao final de 12 meses, mostra um cálculo da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).

A nova poupança só perde para os fundos com baixa taxa de administração, porém destinados para investidores com grandes quantias. Vale lembrar que a poupança também está isenta de Imposto de Renda (IR).

A poupança antiga segue com rendimento de 0,5% ao mês e de 6,17% ao ano, também com o acréscimo da TR. Um investimento de R$ 100 mil chega ao final de 12 meses com ganho de R$ 617. "Uma taxa de juros maior vai fazer com que a caderneta volte a render mais", diz Juan Jensen, professor do Insper e sócio da Tendências Consultoria. A aplicação continua imbatível na comparação com fundos de renda fixa. "O investidor, se puder, não deve mexer na poupança antiga", diz Miguel de Oliveira, vice-presidente da Anefac. 

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