Apesar da demora, parceria do BB com OdontoPrev deve sair

Anunciada em 2010, a negociação está em andamento, mas precisa de ajustes, diz presidente da empresa de saúde

GABRIELA FORLIN, O Estado de S.Paulo

28 de julho de 2012 | 03h08

A joint venture entre OdontoPrev e Banco do Brasil, anunciada em meados de 2010, ainda não tem data para sair do papel. O negócio está em andamento, mas precisa de ajustes, segundo o presidente da Odontoprev, Randal Luiz Zanetti.

Ele explica que não há perspectiva de tempo para a concretização do negócio. "Estamos conversando para atender às duas partes da melhor forma possível. Ainda é preciso fazer alguns ajustes no modelo, pois há lacunas a serem cobertas, nas mais diversas esferas: jurídica, societária e regulatória."

O acordo, em linhas gerais, previa uma participação de 75% do banco e de 25% da OdontoPrev na nova empresa, batizada provisoriamente de BB Dental.

Hoje, o cenário está mais competitivo. A desaceleração da economia brasileira em neste ano vem estimulando a concorrência no setor de planos odontológicos, segundo Zanetti.

"O cenário macroeconômico favorece os competidores que estão praticando preços abaixo dos limites sustentáveis, mas este não é o tipo de reação que a OdontoPrev tem nesses momentos", disse ele, em teleconferência para analistas.

O executivo explicou que não vale a pena mudar a estratégia comercial se essa agressividade na política de preços não pode se sustentar ao longo do tempo.

"A companhia tem moderado suas condições de crescimento, mas é uma situação conjuntural que será recuperada ao longo ano", diz. Segundo Zanetti, o ambiente econômico alterou o cronograma para o aumento de novos contratos corporativos e gerou postergação da execução de projetos.

Resultados. A Odontoprev apresentou no segundo trimestre crescimento de 20,4% no lucro líquido, para R$ 41,9 milhões. Entre abril e junho, a receita líquida ficou em R$ 235,5 milhões, enquanto o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) ficou em R$ 57,3 milhões.

O executivo disse que a empresa terminou o segundo trimestre com R$ 187 milhões em caixa, sem endividamento, e com a carteira de clientes 11% maior, de 5,8 milhões de beneficiários.

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