Apesar da queda do petróleo, Petrobras puxa alta na Bolsa

A alta da Bolsa foi de 1,90%. As ações ordinárias da Petrobras 2,67% e as preferenciais, 3,42%

06 de agosto de 2008 | 17h36

A queda do petróleo não impediu a alta das ações da Petrobras. Ao lado das ações da Vale, elas conduziram a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) ao segundo pregão consecutivo de elevação. Compras técnicas e notícias corporativas motivaram as compras, assim como as bolsas norte-americanas, que também subiram com o petróleo mais barato.  O Ibovespa terminou o pregão com variação positiva de 1,90%, aos 57.542,5 pontos. No melhor momento da sessão, atingiu 57.813 pontos (+2,38%) e, na mínima operou estável, aos 56.473 pontos. Com o resultado de hoje, as perdas de agosto foram reduzidas a 3,30%. No ano, a Bovespa ainda acumula retração de 9,93%. O volume financeiro totalizou R$ 5,436 bilhões (preliminar).  Maior giro individual do Ibovespa hoje, as ações preferenciais (PN, sem direito a voto) da Vale subiram 1,86%, diante da alta dos metais no exterior, da expectativa positiva com o balanço que sai após o fechamento e também com a notícia de que a mineradora anglo-suíça Xstrata aumentou sua participação na Lonmin - terceira maior produtora de platina do mundo. Segundo os analistas, ao elevar sua fatia na Lonmin, a Xstrata afugenta uma oferta da Vale, motivo de preocupação diante do maior endividamento da brasileira para fazer frente à aquisição. Assim, as ações avançaram. As ações ordinárias (ON, com direito a voto) terminaram em alta de 1,37%.  Já a alta da Petrobras foi motivada basicamente por compras técnicas, uma vez que os papéis caíram a preços muito atrativos depois do tombo das últimas semanas. As ações ordinárias avançaram 2,67% as preferenciais, 3,42%.  Mercado externo O petróleo, hoje, não foi incentivo, pelo menos não para Petrobras. O preço recuou 0,50% e terminou em US$ 118,58. Este recuo, decorrente do aumento acima do previsto nos estoques de petróleo bruto, deu, no entanto, sustentação às bolsas norte-americanas e, por tabela, à Bovespa. O Dow Jones terminou em alta de 0,35%, aos 11.656,1 pontos, o S&P avançou 0,33%, para 1.289,18 pontos, e o Nasdaq, 1,21%, aos 2.378,37 pontos.  O setor financeiro, no entanto, atuou como limitador de compras, com destaque para o balanço ruim da Freedie Mac. As ações da empresa tombaram, com o prejuízo de US$ 821 milhões ou US$ 1,63 por ação no segundo trimestre, invertendo lucro de US$ 729 milhões no mesmo período do ano passado. A previsão era prejuízo de US$ 0,41 por ação. Por outro lado, a seguradora de bônus Ambac, inesperadamente, registrou lucro no segundo trimestre e serviu de contraponto ao segmento financeiro nas bolsas norte-americanas.  Se as commodities deixarem e os investidores com ânimo para sustentar as compras, a agenda de amanhã é favorável para mais um dia de alta. Segundo um analista, os principais destaques, as reuniões do Banco da Inglaterra (BoE) e o Banco Central Europeu (BCE) para decidir a taxa de juros, não devem trazer nada diferente do previsto, sem prejudicar, assim, os negócios com ações.  VCP PN liderou os ganhos do Ibovespa ao subir 8,98%, com a notícia de que vai comprar uma participação na Aracruz. Gerdau e Braskem, que anunciaram lucros hoje, avançaram 1,36% e 2,96%, respectivamente.

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