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Apesar da queda, lucro foi de 2,7%

No primeiro trimestre, taxa não ficou muito longe dos últimos anos para empresas com papéis na Bovespa

Marcelo Rehder, O Estadao de S.Paulo

16 de maio de 2009 | 00h00

Apesar da queda do lucro líquido, a taxa de rentabilidade das empresas negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) no primeiro trimestre de 2009 não ficou muito longe da média dos últimos anos. Levantamento feito pela empresa de informações financeiras Economática mostra que o conjunto de 149 companhias que já apresentaram balanço apresenta uma rentabilidade de 2,7% sobre o patrimônio."Isso significa que, para cada R$ 100 que estão empatados na empresa, ela produziu um lucro de R$ 2,70 no trimestre, o que não é nada mau", afirma Fernando Exel, presidente da Economática.Para saber se a taxa de rentabilidade é satisfatória, afirma Exel, basta compará-la com a taxa básica de juros (Selic). "Se o empresário estiver ganhando menos que a Selic, é melhor ele vender a empresa e ir para o mercado financeiro", explica, bem-humorado, o presidente da Economática.Segundo ele, no primeiro trimestre deste ano, a Selic rendeu 2,9%, e, descontando a fatia de 20% de Imposto de Renda e 1,2% referente à inflação, o número cai para 1,1%. "Então, entre 1,1% e 2,7% parece ser muito pouco, no entanto faz muita diferença", observa. "Um empresário que está a cada trimestre gerando lucro de 2,7% não pode estar infeliz", acrescenta.O levantamento da Economática revelou que a maior queda no lucro líquido foi apresentada pelo setor de alimentos, onde estão a Sadia e a Perdigão, prestes a anunciar uma fusão. Juntas, as sete empresas do setor que já apresentaram balanço tiveram um prejuízo de R$ 754 milhões no trimestre, ante um lucro de R$ 316 milhões em igual período de 2008, o que resultou numa queda de 338% no ganho líquido.Como se sabe, não existe queda maior que 100%, "desde que o chão seja o limite", ressalta o presidente da Economática. "Quando alguém perde tudo o que tem e ainda passa a dever, aí sim há uma queda superior a 100%", explica Exel. "É o que aconteceu com esse conjunto de empresas, que estava num lucro e entrou no território negativo do prejuízo."Setores exportadores, como o das siderúrgicas, também tiveram forte queda no lucro líquido do primeiro trimestre, de 55%. Já setores mais ligados ao mercado doméstico, como as empresas de eletricidade e água, tiveram aumento de ganhos. O lucro líquido consolidado de 21 empresas desse setor aumentou 0,6%, em relação ao obtido em igual período do ano passado.

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