Joédson Alves/EFE
Joédson Alves/EFE

Apesar de ameaça de punição, tucanos contrários à reforma não mudam voto

Deputado Fábio Sousa (PSDB-GO), que diz votar contra, sugere que pena ao rebeldes seja proibir o lanche dos parlamentares

Victor Gomes e Neila Almedia, especiais para o Estado, O Estado de S.Paulo

18 Dezembro 2017 | 19h34

BRASÍLIA - Mesmo após a ameaça do presidente nacional do PSDB, o governador Geraldo Alckmin, de que haverá punição para os tucanos que votarem contra a reforma da Previdência, os deputados que se declaram contrários ao texto, mantiveram a posição. O Estado conseguiu falar com oito dos 12 votos contrários do Placar da Previdência.

"Não tenho medo de ser punido, tenho convicção na matéria e vou votar contra", disse Caio Nárcio (MG). Os deputados Eduardo Barbosa (MG), Rocha (AC) e Lobbe Neto (SP) foram na mesma linha. 

Para Daniel Coelho (PE), não há crença nem de que a proposta vá à votação, enquanto Pedro Cunha Lima (PB) questiona qual será a punição. "Eu respeito muito o governador Alckmin, mas fica difícil se posicionar sem saber qual será a punição".

Geovania de Sá (SC) disse que segue dialogando com o partido, mas que não pretende mudar de posição. Fábio Sousa (GO) foi mais enfático: "Eu não vou deixar de votar na minha convicção para votar por imposição. Eu sugiro que a punição seja ficar sem lanche no PSDB. Isso é coisa de esquerda, de partido que não prima pela democracia.".

Os deputados Izaque Silva (SP), João Paulo Papa (SP), Mariana Carvalho (RO) e Shéridan (RR) não foram localizados pelo Estado até o fechamento desta edição. Silva é suplente e pode ser trocado se Alckmin resolver exonerar seus secretários para apoiar a proposta do governo Temer. Enquanto Shéridan é uma das vice-presidentes da sigla e participou da reunião em que o PSDB decidiu pelo fechamento de questão a favor da reforma.

Líder do PSDB na Câmara a partir de fevereiro, Nilson Leitão (MT) segue se dizendo indeciso sobre o tema. Ele quer que o secretário da Previdência, Marcelo Caetano, reúna-se com os deputados da Frente Parlamentar Agropecuária - que Leitão preside - para apresentar o novo texto da emenda aglutinativa.

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