Agência Estado
Agência Estado

Renda extra

Fabrizio Gueratto: 8 maneiras de ganhar até R$ 4 mil por mês

Apesar de atuação do BC, dólar cai 0,39% e fecha em R$ 2,027

Moeda norte-americana tem menor cotação desde outubro de 2008; Mantega admite preocupação do governo

Agência Estado,

22 de maio de 2009 | 16h50

A atuação do Banco Central no mercado de câmbio não impediu que o dólar fechasse em nova queda nesta sexta-feira, 22. A moeda norte-americana caiu 0,39% e terminou cotada a R$ 2,027, o menor valor desde 2 de outubro de 2008.

 

Veja também:

especialEntenda a trajetória de valorização do real

especialAs medidas do Brasil contra a crise

especialAs medidas do emprego

especialDe olho nos sintomas da crise econômica 

especialDicionário da crise 

especialLições de 29

especialComo o mundo reage à crise 

 

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, admitiu nesta tarde, que o aumento da entrada de dólares no País, que provocou a desvalorização do dólar frente ao real, é uma fonte de preocupação para o governo. Segundo ele, esse movimento é um reflexo das condições que o Brasil oferece aos investidores externos, como segurança, estabilidade e oportunidade de negócios, em um momento de instabilidade internacional.

 

Na quinta-feira, o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, também demonstrou a mesma preocupação com o real mais forte. Ele mudou o tom do discurso sobre o rumo da moeda americana e fez um alerta sobre eventual otimismo exacerbado nas apostas no mercado de câmbio.

 

Meirelles falou de movimentos "súbitos" e lembrou que, no passado recente, algumas empresas perderam bilhões com a alta inesperada do dólar. "Temos alertado já há bastante tempo contra o excesso de euforia, contra o excesso de movimento de precificação de ativos e de riscos", disse ontem, em cerimônia na sede do BC.

 

Mantega também reconheceu que o real valorizado prejudica o setor produtivo, a agricultura e os exportadores, mas ponderou que esse fenômeno também tem um lado positivo, pois reflete o maior interesse dos investidores no País.

 

"Essa valorização do câmbio já é um reflexo desse entusiasmo dos outros países para virem para o Brasil", disse o ministro após participar de seminário promovido pela revista Carta Capital na capital paulista. "É claro que essa valorização atrapalha. Atrapalha o setor produtivo, os exportadores, a agricultura, etc. Então, de fato, ela é uma fonte de preocupação."

Tudo o que sabemos sobre:
dólarmercado financeiro

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.