Filipe Araújo/Estadão
Filipe Araújo/Estadão

Renda extra

Fabrizio Gueratto: 8 maneiras de ganhar até R$ 4 mil por mês

Apesar de avanço do IPCA, governo fecha 2014 com inflação abaixo do teto da meta

Em dezembro, alta média de preços praticada no Brasil foi de 0,78%; em 12 meses do último ano, foi acumulada elevação de 6,41%

Gustavo Santos Ferreira, Economia & Negócios

09 de janeiro de 2015 | 09h00

Atualizada às 9h25

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de dezembro, de 0,78%, veio acima dos 0,51% de novembro - informou nesta sexta-feira, 9, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mesmo assim, em 12 meses encerrados em dezembro, o governo alcançou seu objetivo de entregar o que chama de "inflação oficial" abaixo do teto da meta de 6,5%. Em 2014, o ritmo médio de aumento acumulado dos preços foi de 6,41%. 

O resultado veio em linha com a expectativa do mercado. De acordo com o último documento Focus, em que o Banco Central questiona cerca de 100 bancos e consultorias, a aposta era de que a inflação em 12 meses do último ano ficaria em 6,39%. Para 2015, no entanto, há pessimismo hoje, com a projeção de alta média de preços na casa dos 6,56% em 12 meses - ou seja, acima do teto da meta. 

De acordo com o IBGE, os preços que mais influenciaram na alta da inflação em 2014 foram os dos alimentos. O segmento Alimentos e Bebidas sofreu elevação de 8,48% no ano passado, acima dos 8,03% de 2013. O impacto sobre o IPCA foi 2,03 pontos porcentuais, pouco abaixo dos 1,97 do ano anterior - quando também foi o setor de maior peso na medição.

Os gastos para comer e beber dominaram parcela de 24,86% do orçamento das famílias no ano que passou. Dentre os alimentos mais presentes à mesa dos brasileiros, a cebola lidera as altas, 23,61% mais cara, na média. 

A carne foi a badalada vilã da inflação em 2014, com a terceira posição entre as altas de preços, mas com maior impacto na formação do IPCA do último ano (0,55 ponto porcentual). O alimento teve aumento de 22,21% nos 12 meses de 2014 (atrás do líder açaí, com alta de 29,73%, e da cebola). 


Habitação. O custo da moradia no Brasil, cujo aumento foi de 8,80% em 2014, foi o segundo segmento de maior impacto no encarecimento do custo de vida. Em 2013, a variação de Habitação foi bem inferior, de 3,40%; bem como o impacto, que saltou de 0,50 ponto para 1,27 pontos entre os dois anos.

Nesse setor, destacam-se a alta de gastos em 12 meses com energia elétrica (de 17,06%); artigos de limpeza (de 10,74%); mão de obra de pequenos reparos (de 10,02%); aluguel residencial (9,35%), condomínio (7,59%); e gás de cozinha (4,86%). 

O item Educação teve a segunda maior variação dentro do IPCA, de 8,45%. As mensalidades dos cursos regulares (como escola e faculdade) subiram, na média, 8,87%; cursos diversos (línguas, por exemplo) ficaram 8,09% mais caros. 

Dezembro. No mês passado, Alimentação e Bebidas também foi o grupo de maior impacto no IPCA, de 0,78 ponto porcentual - acima do 0,51 de novembro. As carnes, dentro do segmento, continuam tendo força, com 0,10 ponto porcentual. Comer fora de casa dominou 0,07 ponto. Somando esses dois produtos ao peso das passagens aéreas, de 0,20 ponto (o maior do mês), obtemos quase a metade da alta do IPCA em dezembro: uma fatia de 47%. 

O item Transportes, do qual passagens aéreas faz parte, também demonstrou relevância, com a maior alta de grupo do mês, de 1,38%. São destaques as altas do etanol (1,31%); de carros novos (0,69%); passagens de ônibus intermunicipal (0,64%) e gasolina (0,61%). 

O encarecimento do transporte também foi refletido, além de nos alimentos, nos preços das roupas. A consequente elevação do custo do frete fez com que o item Vestuário subisse 0,85%, com alta de 1,21% tanto em roupas para mulheres como para homens. Pesa nessa elevação também a maior procura pelo produto nesta época do ano. 

Tudo o que sabemos sobre:
inflação,ipca

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.