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Apesar de dados sobre recessão, bolsas da Europa sobem

PIB da zona do euro encolhe 0,2% pelo segundo trimestre consecutivo e região entra em recessão pela 1ª vez

Cynthia Decloedt, da Agência Estado,

14 de novembro de 2008 | 09h01

Os mercados acionários da Europa mantiveram movimento de alta após a confirmação de que a economia da zona do euro entrou em recessão pela primeira vez . Por volta das 8h30 (de Brasília), a Bolsa de Londres subia 3,17%, Frankfurt avançava 2,97% e Paris operava em alta de 1,96%. O novo dado negativo poderá levar o Banco Central Europeu (BCE) a agir de modo mais agressivo, promovendo um corte maior do juro na região no encontro de 4 de dezembro. A economia da zona do euro contraiu 0,2% no terceiro trimestre, após recuar 0,2% no segundo trimestre.   Veja também: Zona do euro encolhe no 3º tri e entra em recessão pela 1ª vez Recuperação da Europa, EUA e Japão virá em 2010, diz OCDE PIB da Alemanha cai pela 2º vez consecutiva   Veja os principais pontos do encontro do G-20 em São Paulo De olho nos sintomas da crise econômica  Lições de 29 Como o mundo reage à crise  Dicionário da crise  Entenda a disparada do dólar e seus efeitos   Alemanha e Itália já estão em recessão, enquanto a França escapou de ter sua economia no limbo, com o PIB do terceiro trimestre registrando crescimento de 0,1% no terceiro trimestre. A economia espanhola contraiu-se no terceiro trimestre, mas tecnicamente ainda não está em recessão, já que cresceu no segundo trimestre.   A economia da Holanda, por sua vez, estagnou-se pelo segundo trimestre seguido e a economia de Portugal ficou estável, após crescer 0,3% no segundo trimestre.   A Europa também divulgou dados sobre inflação. O índice de preços ao consumidor (CPI) da zona do euro ficou estável em outubro em relação a setembro e subiu 3,2% frente ao mesmo mês do ano passado. O dado ficou em linha com o esperado por economistas. A taxa em base anual segue acima da meta do BCE de "pouco abaixo" de 2%, mas está em tendência de desaceleração desde julho.   Os preços de alimentos cresceram 4,7% em outubro, em base anual, após alta de 5,7% em setembro. Os preços de energia caíram 2,9% em outubro ante setembro e subiram 9,6%, em base anual. Em setembro, os preços de energia haviam subido 13,5% frente ao mesmo período do ano passado.   Euro perde força   O dólar opera em leve alta frente ao euro nesta sexta, refletindo o tom de cautela dos investidores, que optam por sair de apostas mais arriscadas. Inicialmente, o encontro do Grupo dos 20 (G-20), em Washington, neste final de semana, havia melhorado o sentimento do mercado, na expectativa de que os líderes sairiam da reunião com um esforço coordenado para reduzir a turbulência nos mercados. Contudo, analistas alertam que o G-20 pode fracassar em dar uma direção nova. A moeda européia também é abatida pela confirmação de que a zona do euro entrou em recessão.   "O resultado do encontro do G-20 não será nada além de comunicados vagos e disposição de trabalhar em escala global", comentou Ulrich Leuchtmann, estrategista sênior de câmbio do Commerzbank AG, em Londres. "O medo de recessão não deve diminuir e o dólar continuará se beneficiando da busca por qualidade", completou.   Ásia   A maior parte das bolsas da Ásia fechou em alta, estimulada pelos ganhos de quinta-feira em Wall Street. Em Hong Kong e na China, os mercados também foram influenciados pela expectativa de um corte nas taxas de juros chinesas neste final de semana.   A Bolsa de Tóquio, um dos principais mercados da Ásia, fechou em alta. No setor exportador, as ações ganharam também o estímulo do enfraquecimento do iene. O índice Nikkei 225 avançou 223,75 pontos, ou 2,7%, aos 8.462,39 pontos.   Já o índice Hang Seng da Bolsa de Hong Kong encerrou com elevação de 2,4%, aos 13.542,66 pontos. Apesar da alta, o índice acumula perda de 4,9% na semana.   Na China, a esperança de redução dos juros e a continuidade do otimismo gerado pelo pacote de 4 trilhões de yuans do governo ajudaram o índice Xangai Composto a subir 3,1% e atingir 1.986,44 pontos. Na semana, a alta acumulada é de 13,7%.   (com Hélio Barboza e Carlos Lo Prete, da Agência Estado)  

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