Apesar de dólar alto, Abimaq prevê demora em recuperação

Uma das entidades que mais criticam a política cambial brasileira, a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), avalia que a forte valorização recente do dólar corrige uma distorção histórica para o setor de bens de capital. No entanto, segundo o presidente-executivo da Abimaq, José Veloso, as indústrias irão demorar para recuperar o mercado externo perdido na última década e ainda conviver com a volatilidade e a incerteza sobre os novos patamares da moeda norte-americana.

GUSTAVO PORTO, Agencia Estado

20 de agosto de 2013 | 21h17

"Assim como o setor demorou para perder um mercado quando o dólar estava a R$ 1,60, por conta de uma inércia, haverá uma demora grande para recuperá-lo, porque as empresas terão de reconquistar a confiança dos clientes, montar uma estrutura e ainda ter uma política de garantias no exterior", disse Veloso.

O presidente-executivo da Abimaq duvida que uma empresa tenha negociado exportações com a cotação a R$ 2,40, patamar atual, justamente por cota da incerteza quanto ao futuro da moeda. "Uma máquina negociada hoje só será faturada em seis meses ou um ano. E qual vai ser o valor do dólar quando a entrega for feita?", indagou. "Quem tem condições de fazer hedge, se proteger, é uma minoria. Por isso, acho que o dólar hoje do setor é de R$ 2,20 e espero que chegue a R$ 2,60 no final do ano", declarou.

Tudo o que sabemos sobre:
dólarAbimaq

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.