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Apesar de esforço governista, Dias diz que CPI é irreversível

Para senador do PSDB, autor de requerimento contra estatal, parlamentares não vão retirar apoio à comissão

Miguel Portela, de O Estado de S. Paulo, e Leonardo Goy, da Agência Estado,

15 de maio de 2009 | 15h44

Apesar dos esforços da base governista nesta sexta-feira, 15, para retirar assinaturas do requerimento de criação da CPI da Petrobras, o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) disse esta manhã em Cascavel, no oeste do Paraná, que a criação da comissão é um fato consumado e irreversível. Dias, autor de um dos dois requerimentos relativos à Petrobras lidos nesta sexta, não acredita que algum dos 32 senadores que assinaram o pedido de instalação da CPI vai retirar o seu apoio nesse momento.

 

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O senador foi comunicado por telefone que o Plenário do Senado havia realizado nesta manhã a leitura do requerimento de criação da CPI da Petrobras, etapa principal para que a comissão saia do papel. Com a leitura, a CPI não vai vingar se forem retiradas algumas das 32 assinaturas colhidas pelo senador paranaense para fazer o requerimento de criação da CPI.

 

A base aliada do governo no Senado está em movimento para tentar retirar as assinaturas necessárias a fim de impedir a abertura da CPI. O senador João Pedro (PT-AM) disse à Agência Estado que o foco do trabalho político dos senadores governistas é retirar de seis a oito assinaturas do requerimento.

 

O senador João Pedro disse que está de "plantão" para trabalhar no convencimento dos senadores. Além dele, estão se movimentando os senadores Gim Argello (PTB-DF) e o líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante (SP), que está viajando neste momento de São Paulo para Brasília para ajudar na força tarefa da base do governo no Congresso. Pela conta dos senadores governistas, somente com a desistência dos senadores que são da base aliada e que assinaram o requerimento para CPI já será possível obstruir a criação da comissão. Além deles, o ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, também afirmou que trabalharia o dia todo contra a CPI.

 

"Todos os senadores assinaram conscientemente o pedido. São homens livres e sabem o que fazem. Eu acredito que eles não vão recuar. Isso seria uma covardia e pegaria muito mal porque as denúncias de irregularidades na Petrobras são gravíssimas", rebateu Álvaro Dias - o prazo para retirar a assinatura vence a meia noite desta sexta-feira.

 

Alvaro Dias justificou que há indícios de irregularidades suficientes para a instalação da CPI da Petrobras. Entre os fatos enumerados por ele estão fraude em licitações, desvios de verbas e superfaturamento de obras. Essas denúncias, segundo ele, são resultados de investigações da Polícia Federal, do Tribunal de Contas da União e do Ministério Público Federal.

 

O senador citou, por exemplo, o suposto superfaturamento na construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, desvio de pagamentos de royalties a municípios do Rio de Janeiro e o pagamento de R$ 178 milhões aos usineiros, além de verbas de patrocínio aos blocos carnavalescos da Bahia no ano passado.

 

Para Alvaro Dias, a estatal está sendo usada politicamente pelo governo federal. "A Petrobras foi loteada pelos governistas. Cada um ficou com um pedaço e eles se sentem donos da empresa. A Petrobras, que é um patrimônio do Brasil, não pode ser usada dessa forma", frisou o senador.

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