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Apesar de melhora de Wall Street, Bovespa cai pela 2ª sessão

É preciso destacar que as perdas foram bem menores do que as registradas no pior momento do dia

Claudia Violante, da Agência Estado,

12 de maio de 2009 | 17h49

A Bovespa terminou em queda pela segunda sessão consecutiva, apesar da alta das commodities metálicas e do petróleo e da melhora de Wall Street no meio da tarde. É preciso destacar, no entanto, que as perdas foram bem menores do que as registradas no pior momento do dia, justamente por causa da recuperação do Dow Jones. Vale, que na segunda-feira, 11, havia sido o ponto de resistência à queda, nesta terça-feira, 12, foi o motor que empurrou o Ibovespa para baixo, enquanto as ações da Perdigão dispararam com as notícias que indicam a proximidade, enfim, de um acordo com a Sadia.

 

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O Ibovespa terminou a sessão em baixa de 1,28%, aos 50.325,78 pontos. Na mínima do dia, registrou 49.808 pontos (-2,29%) e, na máxima, os 51.565 pontos (+1,15%). No mês, o resultado acumulado ainda é positivo em 6,42% e, em 2009, em 34,02%. O giro financeiro foi melhor que o da véspera e totalizou R$ 5,280 bilhões. Os dados são preliminares.

 

A Bolsa subiu logo na abertura, mas sucumbiu ao desempenho das bolsas norte-americanas, onde a principal notícia desta terça-feira referiu-se à General Motors. Seis executivos da montadora venderam toda a participação direta que tinham na companhia, na iminência de uma possível concordata, e isso fez com que os papéis derretessem. A situação da montadora é delicada e a sua direção tem ainda três semanas para encontrar uma solução que não seja um pedido de concordata, o que parece cada vez mais improvável. No fechamento, os papéis recuaram 20,14%, a US$ 1,15.

 

Depois de uma abertura em alta, e de passar a maior parte da sessão no vermelho, o Dow Jones melhorou na última hora do pregão e fechou com ganhos. Já o S&P 500, embora tenha tocado o terreno positivo, não conseguiu manter o sinal azul até o final. O Dow terminou em +0,60%, aos 8.469,11 pontos, e o S&P, em -0,10%, aos 908,35 pontos. O Nasdaq seguiu em baixa e perdeu 0,88%, aos 1.715,92 pontos.

 

A inversão em NY à tarde ocorreu após o ex-presidente do Federal Reserve Alan Greenspan afirmar que a economia norte-americana apresentou um desempenho muito bom nas últimas semanas. Em um discurso realizado para a Associação Nacional de Corretores de Imóveis dos EUA, Greenspan também disse que está começando a enxergar sinais de que o mercado de imóveis residenciais norte-americano está saindo do fundo do poço, embora isto ainda não tenha sido observado nos preços das moradias.

 

Pelo relatório sobre os preços de moradias divulgado nesta terça-feira, 12, o preço mediano para um imóvel residencial usado caiu 14% no primeiro trimestre na comparação com o mesmo período do ano passado, para US$ 169 mil.

 

As commodities tiveram fechamento em alta nesta terça-feira, 12, mas não serviram de referência aos papéis no Brasil, pelo menos não para as blue chips e para as siderúrgicas. O petróleo chegou a superar, no intraday, os US$ 60 pela primeira vez desde novembro do ano passado, mas fechou abaixo disso. O contrato para junho terminou em alta de 0,60%, a US$ 58,85. Os metais básicos também avançaram.

 

No Brasil, as ações da Petrobras tiveram comportamento melhor do que as da Vale, por causa do desempenho do preço do petróleo e da interpretação de que o balanço trimestral divulgado hoje foi de "médio para acima das expectativas". A estatal anunciou um lucro líquido de R$ 5,816 bilhões, com queda de 20% em relação ao mesmo período do ano passado, recuo menor do que as estimativas apontavam. Petrobras ON terminou a sessão em baixa de 2,06% e PN, de 1,58%.

 

Vale ON terminou hoje com queda de 2,68%, e Vale PNA, de 1,74%, empurrando para baixo o Ibovespa com a ajuda das siderúrgicas. Gerdau PN recuou 2,29%, Metalúrgica Gerdau PN, 2,31%, Usiminas PNA, 3,20% e CSN ON, 2,32%. Em relatório sobre o setor siderúrgico brasileiro, o JPMorgan manteve recomendação "underweight" para a Usiminas.

 

Perdigão ON liderou os ganhos do Ibovespa com léguas de distância para o segundo colocado. As ações se beneficiaram da notícia veiculada hoje no Estado informando que uma união com a Sadia está bem perto de ser concluída. Pelo que ficou acertado, segundo o jornal, a Perdigão incorporaria a Sadia por meio de uma troca de ações. A Perdigão ficaria com cerca de 70% da nova companhia e a Sadia com cerca de 30%. Não haveria desembolso de dinheiro num primeiro momento. O acordo prevê, numa segunda fase, a entrada do BNDES, por meio do BNDESPar.

 

À tarde, a Perdigão enviou comunicado ao mercado reiterando que as negociações para uma associação com a Sadia continuam, e que nenhum acordo foi fechado até o momento. Perdigão ON avançou 13,25% e Sadia PN, 3,30%.

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