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Apesar de queda do PIB, Brasil só está atrás da China, diz FMI

Para FMI, País tem prestígio e pode lançar propostas que melhorem a situação internacional na reunião do G-20

Leonencio Nossa - Agência Estado,

11 de março de 2009 | 11h53

O diretor-executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI, Paulo Nogueira Batista, disse que é um exagero afirmar que o PIB brasileiro no último trimestre de 2008 é o pior entre os países do Bric (bloco dos emergentes formado por Brasil, Rússia, Índia e China).   Veja também: Queda do PIB reforça corte nos juros, defendem economistas  Educação acelera IPCA, mas preços devem ceder, diz IBGE  De olho nos sintomas da crise econômica  Dicionário da crise  Lições de 29 Como o mundo reage à crise  "Isso é um exagero. O país só está atrás da China", afirmou Nogueira Batista, ao deixar há pouco o Palácio do Planalto, onde foi recebido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo Nogueira Batista, o presidente Lula está muito envolvido na questão da crise financeira internacional e bastante atento.Ontem, o alemão Heiner Flassbeck, economista-chefe da Conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) para o Desenvolvimento e Comércio, disse que a queda no PIB do Brasil é a pior entre os Brics "O Brasil está pagando o preço por não aceitar políticas expansionistas, nem em momentos de crise." Os dados do Brasil ficam piores na comparação anualizada. Na China, o crescimento no quarto trimestre (anualizado) foi de 6,5%. A Índia cresceu 5,3%, menos que a previsão de 7,6%. Se o recuo de 3,6% do PIB brasileiro no quarto trimestre de 2008 for anualizado, pode significar uma queda de 13,6% da atividade econômica em 2009. "Hoje, mesmo se o Brasil reduzir sua taxa de juros, terá feito tarde demais. Agora, não bastará mais os cortes. O governo logo terá de intervir para relançar a economia", afirmou. Reunião do G-20Sobre a reunião do G-20 em Londres, no dia 2 de abril, o executivo do FMI disse ter trocado ideias sobre o encontro com Lula. Para ele, o Brasil está uma situação relativamente boa, apesar das dificuldades. " O País tem prestígio e uma certa liderança e pode, com outros países, lançar propostas que melhorem a situação internacional", afirmou.Nogueira Batista disse que manifestou ao presidente a preocupação com a situação da economia internacional. "É preocupante. Eu manifestei ao presidente a preocupação com a crise internacional, que continua grave e se aprofunda", afirmou."Sugeri que na reunião de 2 de abril (do G-20), em Londres, os governantes apresentem propostas para combatê-la. Para o diretor-executivo do FMI, a crise abriu uma oportunidade maior para o Brasil nos fóruns internacionais. Segundo ele o país, por sua política econômica está sendo mais respeitado e mais ouvido. "O Brasil tem um papel importante a desempenhar", afirmou.

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