Daniel Teixeira/Estadão
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Apesar do caso Caixa, Temer defende direito de classe política indicar dirigentes para estatais

Recentemente, o presidente decidiu afastar quatro executivos da estatal após recomendação do Ministério Público Federal

Renan Truffi e Marcelo Osakabe, O Estado de S.Paulo

29 de janeiro de 2018 | 10h42

SÃO PAULO E BRASÍLIA - O presidente Michel Temer defendeu o direito da classe política de indicar dirigentes para estatais, apesar da polêmica em torno da investigação de vice-presidentes da Caixa Econômica Federal.

Recentemente, o presidente decidiu afastar quatro executivos da estatal após recomendação do Ministério Público Federal, que tem como base suspeitas de corrupção investigadas pelo MPF e pela Polícia Federal. Alguns desses vice-presidentes eram ligados à lideranças partidárias.

Ainda assim, Temer evitou comparação com a situação na PetrobrÁs, estatal que foi alvo de esquema de corrupção nos governos petistas. "Situação da Caixa não estava tão dramática quanto a da Petrobrás", disse. "A classe política foi eleita pelo voto, tem o direito de indicar dirigentes para estatais. Agora cabe ao governo escolher se aceita a indicação".

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Temer lembrou ainda que foi o presidente que sancionou a Lei das Estatais, "buscando moralidade administrativa", que estabelece regras mais rígidas para nomeação de diretores nas empresas brasileiras. As afirmações foram feitas em entrevista ao vivo, concedida pelo presidente ao programa Jornal Gente, da Rádio Bandeirantes em São Paulo.

Temer também rebateu críticas sobre a questão do desmatamento durante seu governo. Ele defendeu que ambientalistas precisam "saudar" sua gestão. "Neste último ano, o desmatamento reduziu 16%. Ao longo do tempo, aumentos as reservas (florestais)", argumentou.

 

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