Apesar do esforço fiscal, relação dívida/PIB não se altera

Apesar do esforço fiscal de R$ 78,931 bilhões realizado pelo setor público até agosto, a relação entre a dívida líquida e o Produto Interno Bruto (PIB) não saiu do lugar. A dívida líquida do setor público é representada pelo saldo líquido do endividamento do setor público não-financeiro e do Banco Central com o sistema financeiro (público e privado), com o setor privado não-financeiro e com o resto do mundo. Ao final de dezembro de 2004, a dívida líquida do setor público correspondia a 51,7% do PIB, mesmo nível registrado em agosto passado. "Se não tivéssemos feito o superávit, a dívida teria saído do lugar", disse o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, referindo-se à possibilidade de a dívida ter aumentado, caso o governo não tivesse realizado o esforço fiscal. Perspectivas Para o final do ano, o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes previu que a dívida feche com um pequeno recuo para 51,5% do PIB e, para setembro, ele prevê que a dívida encerre o mês em 51,7% do PIB, o mesmo nível de agosto. Essa estimativa para setembro considera uma taxa de câmbio de R$ 2,26. Altamir avaliou que a relação dívida líquida e PIB tem sido afetado pelo comportamento do IGP-DI, usado pelo BC para estimar o valor do PIB para o período. "Como o IGP-DI tem registrado deflação, a relação dívida PIB vem tendo comportamento diferente do que se esperava inicialmente", disse ele. Altamir destacou, no entanto, que o BC vai continuar com esse índice de inflação para calcular a estimativa do PIB. O chefe do Depec ponderou que em valores absolutos a dívida não tem tido grandes alterações. Ele ressaltou que de julho para agosto, a dívida cresceu 0,2% em valores absolutos, mas em relação ao PIB teve aumento de 0,2 ponto porcentual.

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