Apesar do FSB, dólar recua influenciado por exterior e fluxo

Fluxo positivo e aprofundamento da queda do dólar no mercado externo, após o Federal Reserve (o Fed, banco central norte-americano) sinalizar que poderá adotar novas medidas para estimular a economia dos EUA no futuro, determinaram uma rápida desvalorização do dólar ante o real no meio da tarde de ontem. O dólar no balcão fechou perto da mínima do dia, em queda de 0,81%, a R$ 1,7150, a despeito da notícia de que o Fundo Soberano do Brasil (FSB) está apto a comprar moeda estrangeira, mas não tendo, por enquanto, segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, entrado em ação. O FSB, avaliam os agentes, não estreou no mercado de câmbio, e a oferta de dólares se ampliou à tarde, apesar de o Banco Central ter voltado às compras em um segundo leilão no dia, como tem feito desde o dia 8 de setembro. No exterior, o dólar ampliou a queda ante o euro, seguindo o otimismo momentâneo das bolsas de valores após o comunicado do Fed. O euro atingiu a máxima intraday de US$ 1,3287 logo após o anúncio do Fed.

Cenário: Rosangela Dolis, O Estado de S.Paulo

22 de setembro de 2010 | 00h00

A Bovespa desacelerou temporariamente a queda após o comunicado do banco central dos EUA, sob influência da virada das bolsas em Nova York. Mas, pressionada por Petrobrás, a Bolsa brasileira não teve fôlego para retornar ao campo positivo e caiu 0,69%, aos 67.719,13 pontos, com volume financeiro de R$ 5,9 bilhões. Às vésperas da oferta pública de ações, Petrobrás PN cedeu 2,77% e a ON teve baixa de 3,25%, na mínima do pregão.

Após dispararem ontem, os juros futuros não tiveram mais fôlego para reagir aos salgados IPCA-15 e IGP-M e prevaleceu a correção técnica. A taxa do DI de janeiro de 2013 encerrou em 11,86%.

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