Apesar do juro alto, consumidores contraem mais dívidas

As altas taxas de juros praticadas pelo comércio varejista não conseguiram impedir que os consumidores da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) contraíssem um volume maior de endividamento em novembro. Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio), 63% dos consumidores consultados contraíram em novembro um volume maior de dívidas na comparação com outubro, quando a parcela dos entrevistados que encontrava-se endividada equivalia a 59%. Já no confronto com novembro do ano passado, de acordo com a mesma pesquisa, a proporção dos consumidores endividados é menor. À época, 65% dos entrevistados informaram que estavam comprometidos com algum tipo de obrigação financeira. A assessoria econômica da Fecomercio, no entanto, ressalta que, de qualquer forma, a PEIC continua a detectar um nível elevado de consumidores endividados, principalmente se for considerado o alto custo das dívidas e o prazo médio bastante reduzido. Inadimplência cai Ao mesmo tempo em que a Fecomercio detecta uma expansão da tomada de crédito em novembro, o nível de inadimplência apresenta uma ligeira desaceleração, de 41% dos entrevistados em outubro para 39% este mês. No entanto, a assessoria econômica da Fecomercio alerta que, mesmo diante da redução, o quadro é complexo em virtude de grande parte dos consumidores ainda estar inadimplente. "Também, em novembro, 73% dos consumidores com dívida em atraso afirmaram acreditar poder quitar parcial ou totalmente as parcelas pendentes contra 67% em outubro", dizem os economistas da Fecomércio. Para eles, a proximidade das festas de fim de ano, a pequena melhora da renda e o incremento salarial relativo ao décimo terceiro justificam essa postura.

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