Apesar do petróleo em alta, BC descarta aumento da gasolina

Copom destaca que, apesar da incerteza sobre o petróleo, cenário adotado para os preços permanece plausível

Fabio Graner e Gustavo Freire, da Agência Estado,

25 de outubro de 2007 | 09h54

Apesar da alta dos preços do petróleo, os diretores do Banco Central que compõem o Comitê de Política Monetária (Copom) mantiveram inalterada a previsão de reajuste zero para os preços da gasolina e do gás em 2007.  Na ata de sua última reunião, divulgada nesta quinta-feira, 25, o comitê afirma que, além de mudanças estruturais no mercado de energia, há tensões geopolíticas que se intensificaram recentemente e que contribuem para uma alta dos preços do petróleo.  "A despeito da considerável incerteza inerente às previsões sobre a trajetória futura dos preços do petróleo, permanece plausível o cenário central de trabalho adotado pelo Copom que prevê preços domésticos da gasolina inalterados em 2007." A ata informa ainda que foi mantida a previsão de deflação de 4,4% nas tarifas de energia elétrica em 2007. Para telefonia fixa, houve redução na estimativa de alta de 2,8% para 2,3% também neste ano. Para o reajuste dos preços administrados em 2007, a projeção caiu de 3,2% para 2,9%. Os preços administrados representam praticamente um terço do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o índice de inflação oficial utilizado pelo BC para cumprir o regime de metas. Para 2008, o Copom manteve em 4,5% a previsão de reajuste para os preços administrados.

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