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E-Investidor: Itaúsa, Petrobras e Via Varejo são as ações queridinhas do brasileiro

Apesar do rebaixamento, emissão do Tesouro tem menor custo histórico

Taxa de retorno para o investidor, de 2,96% ao ano, foi bem inferior à registrada em 2006, de 5,45% ao ano; Tesouro emitiu 1 bilhão de euros

Renata Veríssimo, Agência Estado

27 de março de 2014 | 14h44

BRASÍLIA - Apesar do rebaixamento da nota de crédito do Brasil no início da semana, a emissão externa feita nesta quinta-feira pelo Tesouro Nacional em euros registrou o menor custo de captação e o spread mais baixo para títulos nesta moeda na série histórica.

A taxa de retorno para o investidor, de 2,961% ao ano, é bem inferior ao registrado na emissão anterior em euros, de 5,448% ao ano, em 2006. Foi emitido 1 bilhão de euros, mas o Tesouro não informou o tamanho da demanda pelos papéis.

O spread, que desta vez ficou em 165 pontos-base, em 2006 havia sido de 185 pontos-base.

Na segunda-feira, a agência de classificação de risco Standard & Poor's anunciou o temido rebaixamento da nota do Brasil. O rating da dívida de longo prazo do País em moeda estrangeira foi rebaixado de BBB para BBB-. A perspectiva da nota agora é estável. Apesar do corte, o País se manteve dentro do grau de investimento, alcançado em 2008.

Segundo relatório da S&P, "o rebaixamento reflete a combinação de derrapagem fiscal, a perspectiva de que a execução fiscal permanecerá fraca, em meio a um crescimento moderado nos próximos anos, uma capacidade limitada para ajustar a política antes da eleição presidencial de outubro e um certo enfraquecimento das contas externas do Brasil".

Nesta quinta-feira, o governo central divulgou um déficit primário de R$ 3 bilhões em fevereiro, aumentando as preocupações com a situação fiscal do País.

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