ADEK BERRY/AFP
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Dólar cai abaixo de R$ 4 após mais de um mês

Moeda dos EUA cai 0,92% e fecha cotada a R$ 3,99%; Bolsa sobe 1,71% e retoma os 80 mil pontos, com ajuda de cenário externo favorável

Barbara Nascimento e Paula Dias, O Estado de S.Paulo

27 Setembro 2018 | 11h37
Atualizado 27 Setembro 2018 | 22h22

O ambiente externo mais favorável e a percepção de que o segundo turno da eleição presidencial deverá ser mesmo entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) levaram o dólar a fechar abaixo de R$ 4 pela primeira vez desde 20 de agosto (R$ 3,95).

A moeda americana firmou-se no campo negativo ainda pela manhã e terminou cotada a R$ 3,99 (-0,92%). Na mínima, chegou a R$ 3,96. Contribuem para o movimento declarações mais moderadas dos presidenciáveis do PSL e do PT.

As pesquisas têm se repetido e levam Bolsonaro e Haddad para o segundo turno. Isso proporciona mais calma no ambiente político. E hoje houve um fluxo estrangeiro positivo. Fluxo positivo em calmaria derruba o dólar”, pondera o diretor da Correparti, Jefferson Rugik.

O dólar caiu ante as principais moedas emergentes, ainda em reação às declarações feitas na véspera pelo presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, que reforçaram o gradualismo na elevação dos juros americanos. A exceção foi o peso argentino, que se desvalorizou um dia após o governo de Mauricio Macri anunciar a revisão do acordo com o FMI, que elevou o pacote de ajuda para US$ 57 bilhões.

Bolsa

No Brasil, o maior apetite de estrangeiros ao risco fez o Ibovespa operar com ganhos durante toda a sessão e retomar os 80 mil pontos. O índice encerrou com valorização de 1,71% (80.000,09 pontos, maior desde 7 de agosto). Os juros futuros recuaram, com o dólar mais fraco e a menor tensão eleitoral. Em Nova York, os índices acionários fecharam no positivo, assim como os rendimentos dos Treasuries.

Também contribuiu para a alta do Ibovespa a disparada das ações da Petrobrás, de 4,41% (ON) e 5,75% (PN). Os papéis reagiram aos acordos fechados pela estatal para o encerramento das investigações relacionadas à Operação Lava Jato com o Departamento de Justiça (DoJ) e a SEC, xerife do mercado de ações nos Estados Unidos.

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