Apex e governo de SP terão ação pró-exportação

O governo de São Paulo e a Agência de Promoção das Exportações (Apex) vão trabalhar em conjunto em iniciativas para incrementar as exportações do Estado, o mais importante na balança comercial do País. Será assinado um convênio para a contratação de consultoria externa para a prospecção de mercado, organização de missões, feiras internacionais e eventos de promoção da cultura exportadora, além da formulação de uma estratégia comercial para São Paulo. "Estamos começando pelos Estados com representação importante na pauta exportadora brasileira", explicou o presidente da Apex, Juan Quirós. São Paulo é responsável por 33% das exportações brasileiras. Segundo levantamento da Apex, o Estado tem mais de 8 mil empresas exportadoras, das quais 85% são pequenas e médias que exportam menos de US$ 1 milhão por ano. Apenas 0,8% registram vendas anuais superiores a US$ 50 milhões. "O ministro Furlan (Luiz Fernando, do Desenvolvimento) tem dito que São Paulo tem a maior pauta de produtos para a Área de Livre Comércio das Américas (Alca)", afirmou Quirós. O Estado exporta para 205 países, mas 28% das vendas vão para os EUA. O México é o segundo mercado, com 7% da pauta, seguido pela Argentina, que compra 5% das exportações paulistas. Quirós entregou ao secretário de Ciência, Tecnologia, Desenvolvimento Econômico e Turismo de São Paulo, João Carlos Meireles, um estudo estratégico sobre as exportações do Estado. O documento, preparado pelos técnicos da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) traça um raio X da pauta de vendas externas do Estado. A pedido de Furlan, o presidente da Apex vai se reunir com representantes de outros governos estaduais para apresentar o estudo. Com base nas discussões, a Apex vai trabalhar com o conceito de "inteligência comercial" para incrementar o comércio exterior brasileiro. Segundo o documento, houve uma redução do déficit comercial de US$ 707 milhões em 2002 para US$ 120 milhões no primeiro trimestre deste ano. As exportações até março somaram US$ 4,751 bilhões, 17,2% acima do registrado em 2002. As importações totalizaram US$ 4,871 bilhões até março, um crescimento de 2,3% ante o primeiro trimestre de 2002. No ano passado, o Estado fechou com um pequeno superávit de US$ 255 milhões. Crescimentos significativos na pauta de exportação mostram "o alto nível de competitividade de setores exportadores de São Paulo", diz o relatório. Os produtos que mais tiveram as vendas externas ampliadas no primeiro trimestre do ano foram combustíveis e lubrificantes (340,3%), metais precisos e artigos de joalheria (188,9%) e siderúrgicos (153,1%), entre outros.

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