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Aplicação no BB deve ser retomada

O processo de distribuição das ações do Banco do Brasil (BB) pelo governo permanece suspenso. Uma liminar da 14.ª Vara da Justiça Federal suspendeu a oferta na semana passada. Na quinta-feira, a Advocacia-Geral da União (AGU) recorreu ao Tribunal Regional Federal (TRF) para cassar a liminar concedida aos acionistas minoritários do BB. Uma decisão poderá ser tomada hoje, mas, qualquer que seja ela, quem havia feito reserva para a compra de ações com o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) ou com recursos próprios não terá prejuízo. Como a aplicação ainda não teve início, os recursos que seriam destinados ao investimento permanecem no FGTS ou na conta corrente do aplicador. Caso o recurso do governo seja vitorioso na Justiça, o dinheiro partirá para a aplicação e começará a apresentar rendimento já nas próximas semanas. Se a liminar for derrubada, os investidores poderão voltar a aplicar nos papéis do BB até sexta-feira, supondo-se que o prazo não venha a ser esticado por causa da interrupção. Quem já comunicou a decisão de investimento a seu banco não precisa confirmá-la. O prazo para a migração de recursos dos fundos Petrobrás e Vale do Rio Doce para carteiras do BB terminou. O imbróglio não deverá prejudicar o rendimento dos fundos BB, se a aplicação for retomada. Embora a interrupção do processo tenha afetado a cotação das ações ordinárias do banco - envolvidas no processo de distribuição -, a tendência, segundo analistas, é que elas retomem a valorização. Se a compra dos papéis for com o FGTS, o investimento terá carência de seis meses para transferência entre fundos e de um ano para volta à conta vinculada, contados a partir da distribuição das ações. O saque antes de um ano poderá ser feito apenas nas condições previstas para o resgate do FGTS. Desta vez, não haverá desconto na compra com o dinheiro do fundo. O limite para aplicar é 50% do saldo do FGTS, considerando-se para efeito desse teto as aplicações feitas em Vale e Petrobrás. O investimento em ações do banco é uma oportunidade que os trabalhadores têm para fugir da minguada remuneração do FGTS, de Taxa Referencial (TR) mais 3% ao ano. Segundo analistas, existe a possibilidade de o investimento em ações do Banco do Brasil superar com folga esse rendimento. De todo modo, o trabalhador que vai aplicar os recursos do fundo precisa ter em conta que se trata de um investimento em renda variável e, como tal, embute riscos. O investidor pode até ficar com valor menor que o capital aplicado. A perspectiva, no entanto, é que a valorização das ações supere a remuneração do FGTS em períodos longos. Um ponto que favorece o investimento é a adesão do Banco do Brasil ao Novo Mercado da Bolsa de São Paulo (Bovespa). As exigências desse mercado conferem novo status à ação e oferecem aos investidores mais garantias em relação à gestão do BB. Mas uma restrição está no fato de o BB ser uma empresa estatal que pode ser alvo de ingerência política no próximo governo, o que afetaria seu desempenho.

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