Hélvio Romero|Estadão
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Aplicativos ajudam a gerenciar hábitos e melhorar a saúde

Entre algumas das facilidades, eles podem monitorar a alimentação e calcular a dose de insulina a ser aplicada

Paula Felix, O Estado de S.Paulo

14 de outubro de 2016 | 05h00

Fáceis de gerenciar e capazes de estimular os usuários por meio do acompanhamento dos resultados, os aplicativos da área de saúde fazem cada vez mais parte da vida das pessoas. Monitorar a alimentação, calcular a dose de insulina que deve ser tomada e organizar a carteira de vacinação estão entre algumas das facilidades que estão disponíveis e podem trazer benefícios para a saúde dos pacientes.

Em novembro, a fisioterapeuta Gabriela Nogueira Porfírio, de 29 anos, baixou o aplicativo Gliconline para calcular com mais agilidade a dose de insulina que precisa tomar diariamente. Ela foi diagnosticada com diabetes tipo 1 aos 6 anos e costumava usar uma calculadora e tabelas com a quantidade de carboidratos dos alimentos para chegar ao resultado sobre a dose que deveria ser administrada.

“Já tem a tabela no aplicativo e facilita na hora de fazer o cálculo. Eu gastava mais tempo antes de comer, pois precisava fazer esses cálculos e, algumas vezes, fazia sem precisão e acabava não tomando a quantidade correta.” O download foi feito por recomendação da médica.

Grávida de 5 meses, Gabriela conta que o aplicativo tem sido importante durante a gestação. “Os hormônios alteram a glicemia. Minha médica consegue entrar no aplicativo, ver o que estou comendo e alterar a quantidade de insulina que devo tomar.”

Downloads. Claudia Labate, CEO da Gliconline, diz que o aplicativo tem dois anos e contabiliza 10 mil downloads. “Na área de diabetes, só a tecnologia não faz nada, mas temos um canal para falar (com o paciente) com muito respeito e empatia. A tecnologia entra como uma ferramenta para o enfrentamento da doença e isso faz a diferença.”

Desenvolvido pelo Hospital Israelita Albert Einstein, o Einstein Vacinas é uma ferramenta gratuita para a atualização da carteira de vacinação. Ele toma como base o calendário nacional de vacinação e pode ser personalizado de acordo com a faixa etária do paciente. Também mostra os locais de vacinação na rede pública.

A obesidade era o alvo da professora Bárbara Regina de Oliveira Fumachi, de 31 anos, ao instalar o Dieta e Saúde em 2014. “Sempre estive insatisfeita com a aparência, pois estava obesa. Meus exames constataram que eu tinha predisposição a ter diabetes.” Ao ver uma foto que foi tirada sem que percebesse, Bárbara resolveu fazer mudanças em seus hábitos. “Fiquei em choque e entrei na internet para ver como mudar os hábitos alimentares. Minha vida mudou depois que eliminei seis quilos. Comecei a ter ânimo para fazer atividades físicas.”

Da dificuldade para caminhar por 400 metros, ela passou para a capacidade de fazer corridas. Saiu dos 83 kg para os 54 kg. “Quando você consegue aprender a comer direito, tende a ter mais saúde, mais disposição e bons hábitos.”

Nutricionista do Dieta e Saúde, Roberta Stella diz que a primeira semana de aderência costuma ser a mais importante, pois os usuários estão mais motivados e o autogerenciamento dos hábitos traz resultados, mas isso não exclui a participação de um especialista.

“Se a pessoa vem da clínica com orientação, o aplicativo auxilia no automonitoramento, melhorando a aderência. Ele é uma alavanca para continuar buscando o resultado construído dia após dia.”

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