Apoiado em commodities, Bovespa resiste a NY e sobe 0,6%

Apoiada nos ganhos de ações deempresas ligadas a commodities e eletricidade, a Bolsa deValores de São Paulo resistiu a outro dia francamente negativodos mercados internacionais e fechou no azul. O Ibovespa subiu 0,59 por cento nesta sexta-feira, para64.321 pontos. O volume negociado na bolsa foi de 5,56 bilhõesde reais. No acumulado da semana, o índice registrou queda de0,45 por cento. Os investidores foram atrás de pechinhas na bolsa paulista,a despeito de um panorama externo bastante desanimador, em quea alta do petróleo, estimativas de mais perdas de bancosrelacionadas à crise de crédito e dados desanimadores daeconomia dos Estados Unidos que levaram o índice Dow Jones auma queda de 0,93 por cento. Os maiores alvos de compras foram ações de empresas ligadasa commodities, movimento facilitado pela valorização dessesprodutos no mercado internacional. As ações preferenciais da Sadia subiram 3,7 por cento, a11,55 reais. Dentre as de maior peso no Ibovespa, aspreferenciais da Petrobras avançaram 0,9 por cento, a 45,30reais. Na parte da tarde, o setor elétrico passou a contribuir compontos positivos para o Ibovespa, seguindo-se aos resultados deum leilão de linhas de transmissão realizado pela AgênciaNacional de Energia Elétrica (Aneel). A Eletrobrás, que participou do leilão num consórcio pormeio da Eletronorte, venceu os trechos mais importantes e viusuas ações ordinárias subirem 4,55 por cento, a 29,90 reais. Outro destaque positivo foram as ações preferenciais daoperadora de TV por assinatura NET, com avanço de 2,9 porcento, a 20,17 reais. Pela manhã, o Morgan Stanley liberourelatório reiterando recomendação de compra para os papéis. Segundo profissionais do mercado, no entanto, a preocupaçãodos investidores com pressões inflacionárias, pontuada porconstantes recordes do petróleo, e o medo de recessão e denovas baixas contábeis de instituições financeiras nos EstadosUnidos continuarão a ditar volatilidade no curto prazo. "Ainda não é possível antever um cenário mais estável paraos mercados", disse Edson Junior Hidalgo, diretor da TrustInvestimentos.

ALUÍSIO ALVES, REUTERS

27 de junho de 2008 | 18h21

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