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Apoio ao setor de software terá R$ 100 milhões este ano

O programa de apoio ao setor de software do governo federal terá pelo menos R$ 100 milhões este ano do BNDES, disse hoje o diretor da área industrial da instituição, Fábio Eber, em entrevista para detalhar as condições dos projetos. O programa, anunciando quarta-feira dentro do pacote de política industrial, se divide em três segmentos: software-empresa, que deverá facilitar a fusão de empresas; o prosoft comercialização e o prosoft exportação.Na avaliação do BNDES, um dos problemas do setor é que há muitas empresas de pequeno porte, o que dificulta o desenvolvimento, daí o incentivo para as fusões. O BNDES poderá ter participação acionária nas empresas, mas só para operações acima de R$ 400 mil. As empresas maiores, porém, terão de se comprometer com o processo de abertura de capital no período de cinco anos.Já o programa para a comercialização deve apoiar empresas com produtos de prateleira, já desenvolvidos por empresas brasileiras. Esses empréstimos serão realizados com taxas reajustáveis trimestralmente. Considerando a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), de 9,75% ao ano, o custo do empréstimo está em 14,75%, considerando a remuneração de 1% do BNDES e de 3% do agente financeiro.No caso do ´prosoft exportação´ o BNDES poderá financiar o capital de giro de empresas que estejam desenvolvendo programas no Brasil, inclusive de capital estrangeiro. A participação do banco poderá ser de até 100% do valor da exportação. Para as micro e pequenas empresas, o custo financeiro foi fixado em TJLP ou a libor (taxa de juros do mercado internacional) mais variação cambial, acrescido de remuneração do BNDES de 1% ao ano e 4% do agente financeiro. Para as grandes empresas o custo financeiro será de TJLP, acrescido de 2,5% de remuneração do BNDES e remuneração do agente financeiro, livremente negociado. O BNDES informou que reduziu as condições para empréstimos e financiamentos para o setor de software. Para empréstimos até R$ 6 milhões, a empresa não precisará apresentar garantias reais, bastando a fiança dos sócios. Além disso, o banco criou uma exceção permitindo financiamento direto para operações a partir de R$ 400 mil e poderá se tornar sócio do empreendimento. Segundo o chefe do departamento de eletrônica do banco, Júlio Ramundo, há estudos estimando que o mercado de software no Brasil movimenta cerca de US$ 9 bilhões por ano, dos quais apenas 15% ficam com empresas brasileiras. O banco espera iniciar as operações ainda no atual semestre.

Agencia Estado,

01 de abril de 2004 | 17h19

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