Apoio do BNDES para as empresas de menor porte

Banco está enfrentando bem um de seus grandes desafios na retomada do crescimento

O Estado de S. Paulo

23 Julho 2017 | 07h01

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está enfrentando bem um de seus grandes desafios na retomada do crescimento. Está apoiando as pequenas e médias empresas, que absorvem 63% da força de trabalho do País, mas, em geral, lutam muito para sobreviver, sobretudo por falta de financiamento adequado. Esse segmento vem merecendo a atenção do banco, como evidenciam as operações de aval do seu Fundo Garantidor de Investimentos (FGI), destinado às empresas de menor porte, que cresceram 200% nos primeiros cinco meses deste ano, em comparação com o mesmo período de 2016.

O FGI ajuda as empresas de menor porte a superar um problema crônico, que é a falta de garantias nas operações financeiras por meio das quais buscam se modernizar para permanecer no mercado e, em alguns casos, para exportar. Mas ainda há muita coisa a fazer, principalmente para suprir as necessidades de capital de giro dessas empresas.

Pequenos empreendedores têm se queixado, por exemplo, de que o Cartão BNDES, que lhes dava acesso ao crédito à taxa de 1,12% ao mês (em julho) mais um spread de um terço, sumiu da praça. Talvez haja exagero na queixa, mas os bancos comerciais que repassam empréstimos do BNDES, mesmo os públicos, têm preferido conter a oferta desse produto. Alegam que, tendo quadruplicado entre 2015 e 2017, a taxa de inadimplência nessas operações se tornou muito elevada. Os bancos afirmam também que, tendo de assumir inteiramente o calote, sua margem é insuficiente para cobrir os custos decorrentes. Além disso, reduziu-se a demanda por empréstimos para novos investimentos.

Em nota ao Estado, o BNDES informou que “está alterando a estrutura de preços do Cartão, incorporando indicadores de inadimplência e desempenho ao spread dos agentes financeiros, de maneira que o banco emissor seja mais bem remunerado”. Paralelamente, o banco estuda diversificar a rede de instituições repassadoras de seus financiamentos.

Entre esses novos agentes financeiros, o BNDES pode vir a credenciar algumas fintechs, como são chamadas as “startups” ou as empresas que desenvolvem inovações tecnológicas voltadas para o mercado financeiro. Em rápida expansão, as fintechs em fevereiro de 2017, receberam mais de R$ 1 bilhão de investimentos.

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