Apoio do Brasil deixa argentinos eufóricos

O claro apoio do Brasil à tese de abordagem conjunta com organismos internacionais de financiamento, principalmente o Fundo Monetário Internacional (FMI), no que se refere à flexibilização do superávit primário, deixou os argentinos mais do que eufóricos. Funcionários da delegação argentina não encontravam palavras para agradecer a postura do governo brasileiro sobre esta questão. O chefe de gabinete da presidência argentina, Alberto Fernandez, disse que para a Argentina a idéia de coordenar tarefas com o Brasil para enfrentar as discussões e os desafios com esses organismos era extremamente importante. "Uma declaração como essa deve ser lida pelo mundo interior. Entendemos que a resposta que o Brasil e a Argentina estão dando é importante para a região e para o mundo", declarou Fernandez ao se referir ao pacto assinado hoje no Rio de Janeiro entre os dois países. Indagados sobre como seria possível sensibilizar o FMI com a proposta de melhorar o crescimento com uma flexibilização do superávit primário, o ministro de Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva começou essa tarefa não só falando diretamente com o FMI, mas também com os principais líderes do G-7, que têm enorme influência nas decisões do Fundo. O chanceler argentino Rafael Bielsa também não poupou elogios ao Brasil. De acordo com ele, há apenas 15 dias essa realidade (o acordo assinado hoje) era impensável. Ele afirmou que, nos próximos dois meses, quando serão definidas as propostas ao FMI, será possível verificar a reação do Fundo. Processo novo O ministro Celso Amorim disse que embora as relações entre Brasil e Argentina sejam intensas, os dois países estão começando um novo processo, uma nova era. "Acho que existe hoje uma criação de confiança recíproca que é algo extraordinário e certamente vai se reforçar nas próximas reuniões". disse Amorim. Segundo ele, isso foi reforçado hoje pelos presidentes Lula e Néstor Kirchner e, sempre que necessário, intervirão pessoalmente para que as dificuldades técnicas não impeçam a continuação do objetivo político de reforçar a aliança estratégica entre Brasil e Argentina, que é o fundamento da integração do Mercosul e da América do Sul.

Agencia Estado,

16 Março 2004 | 18h57

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