Aportes ao Banco do Sul ainda não foram decididos, diz Mantega

Ata de fundação da instituição, que terá mais seis sócios além do Brasil, foi discutida nesta segunda

ADRIANA CHIARINI, Agencia Estado

08 de outubro de 2007 | 18h12

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta segunda-feira, 8, que ainda não há decisão sobre como serão feitos os aportes de capital no Banco do Sul, cuja proposta de ata fundacional foi discutida nesta tarde pelos ministros dos sete países sócios: Brasil, Argentina, Uruguai, Venezuela, Bolívia, Paraguai e Equador. A ata, depois de aprovada pelos presidentes desses países, tem previsão para ser assinada no dia 03 de novembro,em Caracas, capital da Venezuela. A estrutura de capital do banco será discutida nos 60 dias seguintes à divulgação da ata, no âmbito da elaboração do estatuto. Mantega não confirmou se o Brasil colocará mais recursos do que os outros países. "Certamente, o Brasil não será um dos que aportará menos recursos", afirmou em entrevista coletiva. Ele exemplificou que é possível uma estrutura em que os países disponibilizem a mesma quantidade de recursos para o novo banco, sendo que alguns podem ter o tempo maior para integralizar o capital. Ainda segundo Mantega, não está definido também qual será o capital da instituição. O ministro explicou que cada país terá de direito a voto no Conselho de Administração do novo banco, em que os sócios serão representados por seus ministros. Segundo ele, porém, os projetos terão que passar pela instância da diretoria do banco. "Aí o volume de capital vai pesar", disse, referindo-se ao aporte de cada país. O novo banco vai apoiar projetos públicos e privados que possam ajudar o desenvolvimento e a integração dos países da América do Sul. Só vão participar do banco países da América do Sul. Em princípio os países de destino dos recursos da instituição também devem ser os sul-americanos.  O ministro Mantega informou que não foi discutida a possibilidade do banco dar recursos a fundo perdido para projetos sociais. Em seu nome pessoal, Mantega afirmou que entende que isso não deve acontecer, inicialmente, pelo menos até que o banco tenha um retorno sobre os seus créditos em montante que lhe permita fazer esse tipo de operação, sem diminuir de tamanho.

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