Após 19 semanas de baixa, projeção do mercado para o PIB em 2014 sobe para 0,28%

A estimativa do mercado apontada no Relatório Focus da semana passada era de crescimento de 0,24% neste ano

Célia Froufe , O Estado de S. Paulo

13 de outubro de 2014 | 08h58

Após 19 semanas sofrendo reduções nas projeções, a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2014 foi aumentada levemente no Relatório de Mercado Focus, divulgado pelo Banco Central. Pelo documento, a economia brasileira crescerá 0,28% este ano ante previsão de 0,24% da semana passada. Apesar disso, a projeção segue mais baixa do que a vista um mês atrás, de 0,33%.

Os economistas continuam a acreditar em alguma retomada da atividade no ano que vem, e mantiveram a taxa mediana para o período recuou em 1%. Quatro semanas antes, a estimativa de crescimento para o próximo ano estava em 1,04%.

Conforme a pesquisa, o setor manufatureiro terá retração de 2,16% este ano ante previsão de queda de 2,14% esperada na semana passada. Vale lembrar que um mês antes, a expectativa era de uma diminuição da atividade de 1,98%. Para 2015, a previsão também é de recuperação mais fraca do setor, que deve ter expansão de 1,30% - estava em 1,40% no documento anterior e em 1,50% um mês antes.

Os analistas mantiveram suas estimativas para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB em 2014. A Focus de hoje aponta a mesma mediana da semana passada, de 35%, que também era o ponto central da pesquisa um mês atrás. 

Inflação próxima ao teto. A projeção para a inflação do IPCA neste ano foi a 6,45%, ante 6,32%, aproximando-se muito do teto da meta do governo, de acordo com a pesquisa Focus do Banco Central. Para 2015, a estimativa sobre o indicador oficial de inflação permaneceu em 6,30%. A meta é de 4,5%, com margem de dois pontos percentuais para mais ou menos.

Com o IPCA de setembro (0,57%) mais alto do que o previsto (0,44%), analistas revisaram para cima suas estimativas. O grupo dos economistas consultados que mais acertam as projeções, o chamado Top 5, já prevê uma taxa acima do teto da meta em 2014. A previsão aumentou de 6,31% para 6,51%. Um mês antes, estava em 6,28%. 

Juro. O relatório de mercado Focus mostrou que os analistas ainda não chegaram a um consenso sobre o patamar da Selic ao final do ano que vem. Assim como no levantamento passado, a mediana das projeções segue em 11,88%, o que demonstra uma divisão do mercado entre uma taxa de 11,75% e 12% ao final do período, já que o Banco Central apenas promove alterações de múltiplos de 0,25 ponto porcentual por vez. Um mês antes, a mediana estava em 11,50%.

Já para 2014, com a expectativa de que o Comitê de Política Monetária (Copom) não promoverá mais qualquer mudança até o fim do ano, a mediana das estimativas para a taxa básica de juros segue em 11% - patamar atual - pela 19ª semana consecutiva. 

Dólar.Com as incertezas em relação ao desfecho das eleições, o mercado financeiro optou por não mexer nas estimativas para a cotação para o dólar para o final deste ano e de 2015. O Relatório de Mercado Focus revela que a mediana para o fim de dezembro de 2014 continuou em R$ 2,40 como na semana passada - há um mês, estava em R$ 2,30. Já para 2015, a cotação permaneceu em R$ 2,50 de uma semana para outra - um mês antes estava em R$ 2,45. 

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