Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Após 2 anos em queda, Brasil abriu 221 mil vagas de emprego formais em 2017

Reação do emprego ocorreu com os empregados concursados do setor público, já que os regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) continuou em queda

Fernando Nakagawa, O Estado de S.Paulo

28 Setembro 2018 | 17h49

BRASÍLIA - Após dois anos seguidos de diminuição do número de empregos, a economia brasileira voltou a gerar postos de trabalho com a abertura de 221,392 mil vagas de emprego formal em 2017, de acordo com a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), divulgada nesta sexta-feira, 26, pelo Ministério do Trabalho. 

A reação do emprego ocorreu com os empregados concursados do setor público, já que o regido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) continuou em queda. Em 2016, o País havia fechado 2 milhões de postos de trabalho pelos parâmetros da Rais.

Com o resultado, houve aumento de 0,48% no estoque de trabalhadores em 2017, na comparação com o ano anterior. O estoque de empregos no País aumentou de 46,060 milhões para 46,281 milhões no período. Apesar do ligeiro aumento, o estoque de empregos ainda está longe do pico recente observado em 2014, quando o Brasil contabilizava 49,571 milhões de postos de trabalho.

Divulgada anualmente, a Rais traz um universo mais abrangente de dados que o publicado mensalmente no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Além dos trabalhadores celetistas, o relatório também abrange todas as categorias de servidores do setor público.

Na comparação com 2016, o número de empregados estatutários do setor público aumentou em 4% com a geração de 344,518 mil postos, para 8,935 milhões de trabalhadores. O contingente de trabalhadores contratos sob a CLT, ao contrário, caiu 0,7% no ano com encerramento de 257,954 mil vagas, para 36,322 milhões de pessoas.

Salário 

O levantamento mostra ainda que a remuneração média mensal dos trabalhadores voltou a crescer. Em relação a dezembro de 2016, houve aumento de 2,1%. Nessa comparação, a remuneração média dos empregados no País subiu em R$ 61,64, para R$ 2.973,23.

Com relação aos setores da economia, a administração pública liderou a criação de vagas com 369,175 mil novos empregos. Em seguida, apareceram a agropecuária com 24,833 mil novos trabalhadores e os serviços, com 63,793 mil vagas. Por outro lado, a construção civil teve o pior desempenho com queda de 7,4% no número de empregos e foi seguida por extração mineral (-8,994 mil vagas) e serviços indústrias de utilidade pública (-4 mil).

Por Estado, Tocantins liderou, proporcionalmente, a criação de postos de trabalho com aumento de 6,1% em relação a 2016, para 281,474 mil empregos formais. Em seguida, aparecem Roraima com crescimento de 5,8% (para 100,377 mil empregos) e Goiás com expansão de 4,60% (para 1,515 milhão). Na outra ponta do ranking por Estados, o Rio de Janeiro liderou a queda no número de empregos com destruição de 2,8% dos empregos, para 4,044 milhões de postos. O Rio é seguido por Alagoas, com queda de 0,70% (para 486,763 mil empregos) e São Paulo que registrou redução de 0,50% (para 13,128 milhões).

Dados de agosto de 2018

Também nesta sexta-feira, 28, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgou os dados de emprego referente a agosto de 2018. A taxa de desocupação desacelerou para 12,1% no trimestre encerrado no mês. A instituição mostrou que faltou trabalho para 12,7 milhões de brasileiros no período.

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