Após 21 dias, greve dos Correios chega ao fim

Trabalhadores aprovam proposta negociado com Hélio Costa e devem voltar ao trabalho nesta terça

Gerusa Marques, da Agência Estado,

21 de julho de 2008 | 20h19

Depois de 21 dias de paralisação, terminou nesta segunda-feira a greve dos funcionários da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). A proposta negociada no sábado entre grevistas, a direção da empresa e o ministro das Comunicações, Hélio Costa, foi aprovada nesta tarde pelos sindicatos, reunidos em assembléias em todo o País. A greve resultou em um atraso na entrega de correspondências e até esta noite 130 milhões de cartas, boletos de cobrança e pacotes ainda não tinham chegado ao destinatário. O secretário-geral da Federação Nacional dos Trabalhadores em Correios (Fentect), Manoel Cantoara, previu que a entrega será normalizada em 14 dias. A previsão é de que à zero hora desta terça-feira, todos os funcionários tenham voltado ao trabalho. Com o fim da greve, os Correios retomam nesta terça os serviços de entrega com hora marcada, como Sedex 10, Sedex Hoje e Disque Coleta. O acordo fechado no sábado estabelece o pagamento definitivo de abono de 30% sobre o salário base para 43 mil carteiros da distribuição e coleta externa. Também está previsto o pagamento de um adicional fixo de R$ 260,00 mensais para outros 16 mil funcionários, incluindo motoristas e atendentes de agências dos Correios. A empresa cedeu e decidiu, com o aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, suspender o desconto dos dias parados, que serão compensados com banco de horas de trabalho. Pelo acerto, serão retomadas as discussões entre empresa e funcionários para a elaboração de um plano de cargos e salários. Os termos do acordo foram apresentados ontem formalmente ao Tribunal Superior do Trabalho (TST), que vinha intermediando as discussões há duas semanas. A estimativa dos Correios é de que o acerto represente um impacto de R$ 10 milhões mensais no orçamento da empresa. Desde o início da greve, no dia 1º de julho, até ontem, foram postadas 450 milhões de correspondências, sendo que 71% delas foram entregues. Neste período, os Correios receberam 10,9 milhões de encomendas e entregaram 97,6% ao destinatário, de acordo com dados da empresa.

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