Vincent Yu/AP Photo
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Mercados da Europa e Nova York têm dia positivo, mas Ásia sofre queda generalizada

Enquanto as bolsas da Ásia absorviam apenas hoje a queda dos índices americanos vista na última terça, os EUA se recuperava para fechar em alta e apagar os danos do pregão anterior

Sergio Caldas, O Estado de S.Paulo

09 de setembro de 2020 | 07h00
Atualizado 09 de setembro de 2020 | 19h26

Os principais índices internacionais fecharam em alta nesta quarta-feira, 9, com exceção do mercado asiático, que apenas hoje absorveu as perdas do pregão anterior na bolsa de Nova York, que por sua vez, voltou a fechar em alta na sessão de hoje. O movimento de recuperação também favoreceu os mercados europeus, que aguardam por um importante relatório do Banco Central Europeu.

Na Ásia o recuo da maioria das ações do setor de tecnologia dos Estados Unidos pesou, após Wall Street sofrer um novo tombo na terça-feira, 8, em movimento conduzido pelo Nasdaq, índice composto em boa parte por ações do ramo de tecnologia. A queda foi o terceiro pregão consecutivo de baixas acentuadas. O índice se desvalorizou mais de 10% desde quinta-feira da semana passada. 

Do outro lado do mundo, dados oficiais chineses mostraram que a taxa anual de deflação ao produtor da segunda maior economia do mundo diminuiu de 2,4% em julho para 2% em agosto, como previam analistas. Já a taxa de inflação ao consumidor desacelerou de 2,7% para 2,4% no mesmo período, ficando um pouco abaixo do consenso de 2,5%. 

Também ficou no radar o relatório a ser divulgado amanhã pelo Banco Central Europeu (BCE). O órgão deve apresentar um horizonte de melhoras econômicas para a zona da euro, inclusive a melhora da moeda ante importantes divisas como o dólar. Apesar da expectativa, já é esperado que o BCE não faça grandes mudanças em sua política monetária e mantenha as taxas de juros nos níveis atuais.

Bolsas da Ásia 

Na Ásia o dia foi de perdas, ainda em sintonia com o tombo do dia anterior visto em Nova York. Os chineses Xangai Composto e Shenzhen Composto tiveram baixas de 1,86% e 3,22% cada, enquanto o japonês Nikkei caiu 1,04% e o sul-coreano Kospi recuou 1,09%. Já o Hang Seng cedeu 0,63% em Hong Kong e o Taiex registrou queda de 0,43% em Taiwan. A bolsa australiana caiu 2,15% nesta quarta

Bolsas da Europa 

As bolsas do velho continente fecharam em alta, apoiadas pela possibilidade do Banco Central Europeu enaltecer o forte aumento do euro nos últimos meses. A esse cenário, também contribuiu a melhora dos índices de Nova York. Por lá, o Stoxx 600 encerrou com alta de 1,62%, enquanto a bolsa de Londres subiu 1,39%, a de Frankfurt teve ganho de 2,07% e a de Paris avançou 1,40%. Já MilãoMadri e Lisboa tiveram ganhos de 2,02%, 0,95% e 2,29% cada. 

Bolsas de Nova York

Em Nova York, o Dow Jones encerrou com ganho de 1,60%, o S&P 500 avançou 2,02% e o índice tecnológico Nasdaq liderou as altas, com ganho de 2,71%. Por lá, ajudou a fortalecer os índices a melhora das ações de importantes empresas do setor de tecnologia, como as altas de  3,99%, 3,77% e 4,26% dos papéis de Apple, Amazon e  Microsoft. Na última terça-feira, 8, os papéis destas empresas voltaram a realizar lucros e fecharam com fortes quedas, fazendo o mercado acionário dos Estados Unidos e fechar em baixa pela terceira vez nas últimas duas semanas.

Petróleo

Nos Estados Unidos, a Administração de Informação de Energia (EIA, na sigla em inglês) do Departamento de Energia (DoE) cortou sua projeção de avanço da demanda global por petróleo em 2021 em 500 mil barris por dia (bpd), para 6,5 milhões de bpd. Ainda assim os contratos futuros da commodity fecharam em alta.

Hoje, o Brent para novembro teve ganho de 2,54%, a US$ 40,79 o barril, enquanto o WTI para outubro registrou ganho de 3,51%, mais ainda encerrou abaixo do patamar de US$ 40, a US$ 38,05./COLABOROU MAIARA SANTIAGO

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