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Após 3 sessões em queda, dólar sobe 0,39% em dia volátil

No final de uma sessão volátil, o dólar fechou esta quinta-feira em alta frente ao real, seguindo o mau humor nos mercados internacionais.

REUTERS

21 de maio de 2009 | 17h52

A moeda norte-americana avançou 0,39 por cento, cotada a 2,038 reais para venda. Durante a sessão, o dólar variou entre uma queda de 0,59 por cento e uma alta de 0,79 por cento.

"Em condições normais, a tendência do dólar tem sido de queda. Mas nós não estamos na normalidade. Qualquer notícia um pouco pior estressa e o mercado inverte a curva", disse Marcos Forgione, operador de câmbio da B&T Corretora de Câmbio. "Os investidores estão ressabiados", acrescentou.

Os principais índices das bolsas de valores dos Estados Unidos caíram, na esteira de sinais de um maior enfraquecimento do mercado de trabalho nos Estados Unidos, puxando consigo a bolsa paulista.

Resultados fracos de uma pesquisa feita pelo Fed colaboravam para a baixa dos índices, alimentando temores de que a recuperação econômica dos EUA aconteça mais lentamente.

Segundo profissionais do mercado, o dólar apontou alta pela manhã porque os negócios ainda estavam sob a influência da operação de compra realizada pelo Banco Central na véspera.

Nesse leilão, de acordo com estimativas do mercado, o BC comprou cerca de 1,2 bilhão de dólares. À tarde, a autoridade monetária voltou a intervir e realizou mais um leilão de compra de dólares no mercado à vista, comprando cerca de 55 milhões de dólares segundo dados do mercado.

"O BC está tentando amenizar o impacto do fluxo positivo comprando dólares e fortalecendo as reservas", disse Mario Paiva, analista de câmbio da Corretora Liquidez.

No meio do dia, o forte ingresso de recursos externos chegou a inverter a direção do câmbio, mas essa tendência não prevaleceu.

Internamente, o dólar descolou de um movimento de desvalorização em nível global. Ante uma cesta com as principais moedas, a divisa norte-americana recuava 0,8 por cento no fim da tarde.

No mercado de câmbio doméstico, segundo os últimos dados da BM&F, o volume de dólar negociado no segmento à vista somava cerca de 4,7 bilhões de dólares.

FLUXO E APOSTAS NO REAL

Apesar da alta desta sessão, o dólar vem caindo ante o real há dois meses. Desde 2 de março --quando alcançou 2,443 reais para venda, cotação máxima do ano-- a divisa norte-americana acumula depreciação de 16,6 por cento. Só neste mês, o recuo do dólar já chega a 6,6 por cento.

"No curto prazo a tendência do dólar é de baixa. Os dólares estão entrando tanto pelo segmento comercial quanto pelo financeiro", considerou Mario Paiva, citando os dados do fluxo cambial divulgados na véspera pelo Banco Central.

O fluxo cambial no país está positivo em 2,059 bilhões de dólares nos 10 primeiros dias úteis de maio.

Ratificando a tendência de baixa do dólar, o gerente de câmbio de uma corretora nacional que preferiu não ser identificado lembrou a baixa das posições compradas dos investidores estrangeiros no mercado de câmbio futuro.

De acordo com os últimos números disponíveis, as posições compradas desses investidores --que sinalizam apostas na valorização do dólar-- caíram para 756 milhões de dólares, menor nível desde setembro do ano passado, mês em que a crise global se aprofundou.

(Reportagem de José de Castro)

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