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Após 4 altas seguidas, dólar cai com alívio no exterior

Moeda norte-americana encerra o dia cotada a R$ 1,767; lucros de empresas ajudam mercados

Silvio Cascione, da Reuters,

13 de novembro de 2007 | 17h03

A trégua nos mercados internacionais permitiu que o dólar fechasse em queda nesta terça-feira, 13, interrompendo uma seqüência de altas que já durava quatro sessões consecutivas. A moeda norte-americana recuou 0,56%, para R$ 1,767. No mês, o dólar tem valorização de 1,67%.  O mercado parou para respirar após vários dias de turbulência no exterior - gerada principalmente pela preocupação com os prejuízos no setor financeiro. A forte queda do petróleo e lucros de empresas como o Wal-Mart favoreceram a alta de mais de 1% das bolsas em Nova York.  "Hoje, a forte alta (das bolsas) de fora está definindo o movimento de recuo do dólar", disse Rodrigo Nassar, analista da Hencorp Commcor Corretora.  Também ajudou a queda generalizada do dólar no exterior, revertendo o movimento da véspera. Na segunda-feira, a moeda norte-americana teve a maior alta no Brasil desde agosto.  Nassar apontou, porém, que a queda do dólar foi menor do que ocorreria há algumas semanas em um dia com a mesma bonança externa. "O pessoal está um pouco reticente frente ao futuro", ressalvou, lembrando que na quarta-feira o mercado recebe com expectativa o índice de preços no atacado nos Estados Unidos.  Isso, junto com os próximos feriados - Proclamação da República e Consciência Negra - e com a recente volatilidade externa, compôs o cenário de maior cautela, disse Nassar.  Tarcísio Rodrigues, diretor de câmbio do Banco Paulista, viu outro motivo para limitar a queda da moeda norte-americana. "Muita gente saiu da bolsa (na véspera, quando o principal índice caiu mais de 4%), mas não foi para fora com o dinheiro", disse.  Por isso, na visão do diretor, a alta de pouco mais de 1% da bolsa nesta terça-feira tinha a participação de muitos estrangeiros que já tinham recursos no País. Sem uma entrada efetiva, foi menor a pressão pela queda do dólar.  O Banco Central voltou a realizar um leilão de compra de dólares pela manhã, mas a operação teve pouco efeito sobre a cotação da moeda. A autoridade monetária definiu corte a R$ 1,7700 e aceitou, segundo operadores, ao menos três propostas.

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